Retrocesso e abandono

Sarney Filho: 'O Maranhão está abandonado'

'Eu diria que o Maranhão sofreu um grave retrocesso no seu processo de desenvolvimento', disse.

Teresa Cristina Soares - De Brasília

Atualizada em 27/03/2022 às 14h23

BRASÍLIA - O deputado Sarney Filho (PV-MA), depois de inúmeras conversas com entidades, associações, organizações não-governamentais e políticos, durante visita aos municípios de sua base, chegou à conclusão que o Maranhão está abandonado.

Ele disse que é fundamental que os deputados participem assiduamente do dia a dia das cidades para saberem as reais necessidades da população.

- É importante que o político esteja sempre ligado à sua base. Visite os municípios onde ele é votado, converse com as pessoas e também com as entidades e não só com prefeitos e representações políticas. Converse com as entidades representantes de categoria, empresários, comerciantes, trabalhadores, associações de moradores e escolas comunitárias. Isso eu tenho feito sempre. Tenho notado, infelizmente, o nosso estado vive em uma situação de abandono completa. O único estado do Brasil onde o analfabetismo aumentou nos últimos três anos, onde a concentração de renda também aumentou, onde o funcionalismo público ganha menos do que manda a lei no que diz respeito ao salário mínimo.

Segundo Sarney Filho, o descaso administrativo atual Governo do Estado interferiu sensívelmente nos índices de desenvolvimento no Maranhão. A maioria dos prédios onde funcionam as escolas estaduais estão em condições precárias e o ano letivo ainda não começou. As péssimas condições das estradas estaduais também é outro reflexo do atual momento que passa o Estado.

- Eu diria que o Maranhão sofreu um grave retrocesso no seu processo de desenvolvimento, Infelizmente, o que se constata nessas visitas, nessas conversas, é que não existe uma política do Governo para o desenvolvimento do Maranhão.

O deputado Sarney Filho ressaltou os baixcos indíces do Maranhçao no governo de José Reinaldo. O parlamentar lembrou que em 2002 o Maranhão era o o penúltimo estado do Nordeste em desigualdade social e depois passou para a última colocação. Dados do IPEA confirmam essa triste situação.

A qualidade de vida do maranhense também piorou. Segundo dados do IPEA, a taxa de analfabetismo, que tinha diminuído, voltou a subir. O abastecimento de água também perdeu qualidade. O número de casas abastecidas pelo serviço também diminuiu.

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