O Silêncio dos Inocentes

Mototaxista mata cinco pessoas da família no Monte Castelo

Imirante.com

Atualizada em 27/03/2022 às 14h23

SÃO LUÍS – Estão, no Instituto Médico Legal (IML), os corpos das cinco pessoas da mesma família que foram assassinadas na madrugada de hoje no Monte Castelo.

O autor do crime, o mototaxista Waldimar Lindoso Ferreira, foi preso agora pela manhã quando tentava receber atendimento médico no hospital Clementino Moura (Socorrão II). Ele foi autuado em flagrante no Plantão Central pelo delegado Antônio Sobrinho.

Carnificina

Waldimar Lindoso, 34 anos, explicou que matou a ex-mulher e a família dela porque todos eram da igreja Testemunha de Jeová e praticavam a religião de modo fanático.

Segundo informações da Rádio Mirante AM, os crimes aconteceram nas casas 39 e 53 na praça Marechal Lott, no Monte Castelo, por volta das 3h da manhã de hoje. A primeira a morrer foi a ex-esposa, Ellen Rose Matos dos Inocentes, 31 anos, assassinada enquanto dormia no seu quarto. Em seguida, Valdinar matou o próprio filho, Eric Ricardo Matos, 7 anos, que estava dormindo em seu quarto.

Depois, o mototaxista foi para casa do ex-sogro, Raimundo João dos Inocentes dos Santos, 60 anos, e matou-o com três tiros. Também foram assassinadas Maria José Matos dos Inocentes, 54 anos, a ex-sogra, e Érica Rosana Matos dos Inocentes, 27 anos, irmã de Helen. Eliane Roseli dos Inocentes, 24 anos, irmã mais nova de Helen, foi ferida com um tiro na boca e está em estado grave de saúde.

Waldimar e Ellen estavam separados há um ano. Após matar a ex-mulher, ele seguiu para a casa da atual namorada e escondeu a arma usada nos crimes, uma pistola 380. A polícia tomou conhecimento e já foi buscar a pistola. A namorada de Valdinar, também, foi conduzida para prestar esclarecimentos.

Fé e sangue

No Plantão Central, Waldimar disse ao delegado Antônio Sobrinho que cometeu o crime porque ele se achava perseguido pela família da ex-mulher.

O acusado disse em sua defesa que matou a família da ex-mulher devido ao fanatismo dela pela religião, que já teria contagiado, inclusive, Eric Ricardo, seu filho.

Na opinião do delegado Antônio Sobrinho, o crime pode ter sido premeditado, uma vez que o mototaxista usou um silenciador na pistola. A arma teria sido comprada de um caminhoneiro por R$ 1.300,00.

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