SÃO LUÍS - O líder do Bloco Independente na Assembléia Legislativa, deputado César Pires (PFL), denunciou ontem na tribuna o provável uso eleitoreiro do concurso para contratação de professores pelo Governo do Estado.
Pires reclama que o Edital do concurso não teve a publicidade adequada e os critérios de seleção dão abertura para o uso político. O deputado disse que poderá questionar, até mesmo judicialmente, o seletivo da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc).
“Nem os deputados governistas nem a imprensa sabiam disso. Portanto, tudo leva a crer que se trata de mais uma manobra eleitoreira do governo para beneficiar milhares de apadrinhados. Vou levar a questão ao Ministério Público”, ameaçou César Pires.
O Edital do processo seletivo simplificado foi publicado dia 8 deste mês pela Seeduc. Serão contratados 4.987 professores, que atuarão na educação básica, na educação especial e no ensino médio integrado à educação profissional.
Qualificação
César Pires mostrou que o seletivo resume-se às avaliações de títulos e de desempenho.
“A avaliação de títulos ainda compete no processo seletivo. Porém, deveria haver também uma avaliação de conhecimento”, afirmou o deputado do PFL. Ele critica a avaliação de desempenho, que, na sua opinião, considera apenas o tempo de serviço.
“A secretaria não analisará conteúdo dos
professores. Nem sempre aquele que está há 10 anos no exercício do magistério tem maior capacidade que um professor que tem dois anos de prática, por exemplo”, ponderou o líder oposicionista. “O que eu quero, na verdade, é que esta competitividade seja voltada para o campo técnico e não para o eleitoreiro”, disse ele.
Para tentar desqualificar o discurso de César Pires, o deputado Julião Amin (PDT) – espécie de líder informal do governo José Reinaldo - afirmou que as acusações são injustas e infundadas. Mas não apresentou nenhum argumento favorável ao seletivo. Justificou apenas que essa foi a forma encontrada pelo governo
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