BELO HORIZONTE - Menos de uma semana após o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ter apoiado o fim da reeleição no país, o prefeito tucano de São Paulo, José Serra, disse que a regra "não deu certo no atacado" e merece ser extinta.
Serra e Alckmin, os nomes mais cotados para disputar a presidência da República pelo PSDB, manifestaram apoio ao fim da reeleição depois de encontros em Belo Horizonte com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), que também defende a mudança da legislação.
"Eu, por mim, acabaria com a reeleição", disse Serra. "Não deu certo, independentemente dessa ou daquela ter dado certo. Eu acho que o presidente Fernando Henrique se reeleger foi bom para o Brasil. Eu acho que se o governador Aécio não for [candidato] para presidente, for para o governo, será bom para Minas. Mas eu acho que no atacado, a reeleição não deu certo."
O prefeito de São Paulo afirmou que, com a possibilidade de um novo mandato, os políticos "se elegem já de olho na reeleição, acabam não governando com o realismo necessário e as soluções são adiadas para o futuro".
Com a disputa pela indicação do PSDB polarizada entre Serra e Alckmin, o fim da reeleição asseguraria a Aécio a chance de concorrer ao Planalto após seu segundo mandato no governo mineiro, se for reeleito neste ano.
Serra elogiou a gestão de Aécio em Minas e, como Alckmin, disse que o governador mineiro pode ser um dos presidenciáveis do PSDB para 2006. "Na minha cabeça, [Aécio] está incluído entre os nomes possíveis do PSDB. É um político já provado e que terá muito futuro pela frente."
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