Petrobras bate recorde no Maranhão

Foram consumidos no estado 2,428 milhões de m³ de derivados em 2005.

O Estado do Maranhão

Atualizada em 27/03/2022 às 14h29

SÃO LUÍS - A Petrobras atingiu no Maranhão em 2005 recorde histórico de movimentação de derivados, combustíveis e Gás Liquefeito de Petróleo (gás de cozinha). As saídas contabilizadas do seu terminal no Porto do Itaqui apontam volume global de 4,647 milhões de m³ de produtos comercializados para o mercado interno e estados das regiões Norte e Nordeste, e Tocantins.

Segundo a Petrobras, foram consumidos no estado 2,428 milhões de m³ de derivados em 2005.

O faturamento em 2005 foi também recorde, e alcançou R$ 3,946 bilhões, contra R$ 2,190 bilhões de 2004. “O valor é 80 por cento superior ao do ano anterior”, observa o gerente Setorial de Comercialização Rogério Ferreira da Silva. Outro dado significativo foi o repasse de ICMS ao estado, no ano passado. Saltou de R$ 153,103 milhões, em 2004, para R$ 422,533 milhões, em 2005 – um acréscimo em torno de 175,80%. A Petrobras também pagou R$ 14,163 milhões de taxas portuárias à Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap).

O produto de maior destaque foi o óleo diesel, que representa 70% do total de cargas movimentado para o mercado externo, e 65% para o mercado interno. As vendas de diesel tiverem crescimento de 16% para o interior, e de 30% nas importações e transferências a outros estados.

Agronegócio

O incremento do agronegócio na região Sul do estado – e nos estados do Pará e Tocantins – e o crescimento econômico do país são dois dos cinco fatores que a Petrobras cita para justificar o recorde.

A logística e localização estratégica do Porto do Itaqui; a drenagem profunda do berço 104; e a condição de São Luís como grande plataforma exportadora de diesel e gasolina são também citados pelo coordenador do Terminal Aquaviário/Transpetro Ubirajara Bezerra. Enquanto a gerência Setorial de Comercialização da Petrobras cuida da área de vendas, a subsidiária Transpetro é responsável pela logística de transportes de produtos.

Em 2005, o berço 104 ficou limitado a calado de 10 metros durante meses, após vistoria da Capitania dos Portos, que restringiu parcialmente sua utilização. Com os serviços de dragagem feitos pela EMAP, o berço voltou a receber navios de até 14 metros de calado. “Sem isso, dificilmente teríamos chegado ao recorde”, explica o coordenador. Em razão de operações rotineiras da Petrobras, o Porto do Itaqui é o primeiro do país em importação de diesel. Além do berço 104, a Transpetro realiza operações de transbordo de carga no berço 106 do porto.

O gerente de Comercialização e o coordenador da Transpetro concordam que o momento é de otimismo com a economia brasileira, e também do Estado. Rogério Ferreira da Silva, por exemplo, estima aumento médio de 40% na movimentação de derivados em 2006.

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