José Reinaldo destrói “frente” e ainda não tem candidato

Governador inicia o ano eleitoral sem definir o nome para sua sucessão.

Marco Aurélio D’Eça - O Estado do Maranhão

Atualizada em 27/03/2022 às 14h29

SÃO LUÍS - O governador José Reinaldo Tavares iniciou o ano eleitoral com dois problemas urgentes para resolver: encontrar um candidato competitivo para sua sucessão e, ao mesmo tempo, manter unida a tal “Frente de Libertação do Maranhão”, que começou a esfacelar-se com a revelação da inviabilidade eleitoral da candidatura do pedetista Jackson Lago, semana passada.

O dilema de José Reinaldo é que uma coisa parece excluir a outra. Para manter a “frente”, terá que ceder a Jackson Lago e apoiar sua candidatura, mesmo contra os prognósticos da agência Pública, que fez as últimas pesquisas no Maranhão. Se, por outro lado, optar por um “nome novo”, como sugeriram os marqueteiros contratados para orientá-lo nesta pré-campanha, não conseguirá reunir a frente em torno desse nome.

O governador já escolheu a segunda opção. E foi a Brasília em busca desse “nome novo”, oferecendo a vaga de candidato ao ministro Edson Vidigal, presidente do Superior Tribunal de Justiça. O ministro até simpatizou com o desafio, mas impôs uma condição: teria que receber o apoio de todas as correntes políticas alinhadas ao governador. Como, logo de cara, a idéia do governador teve a oposição de Jackson Lago e do seu grupo, tudo voltou à estaca zero.

Resumo da ópera: faltando pouco mais de cinco meses para as convenções que definirão quem disputará o Governo do Estado, o atual governador não tem candidato e ainda bate cabeça para manter sob seu con-trole a “confederação de interes-ses” que vem tentando transformar em coligação desde 2004.

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