SÃO LUÍS - Para estimular a participação de crianças e adolescentes no universo das artes cênicas e possibilitar a ida delas ao teatro, a Prefeitura de São Luís está realizando, no Teatro Alcione Nazaré (Praia Grande), o I Festival de Artes Cênicas da Fumcas.
O evento - aberto com a peça Artigo 4º do ECA - Realidade ou Utopia?, com o grupo Colegiado da Juventude - reúne mais de 450 crianças e adolescentes atendidos pela Fundação Municipal da Criança e Assistência Social (Fumcas).
Na abertura do festival, nesta segunda-feira (12), à tarde, a presidente da Fumcas, Margarete Cutrim, disse que o evento também é um momento de integração das crianças e adolescentes atendidos pelos programas Recriando o Lúdico, Circo Escola e de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). Os participantes concorrem ao troféu que homenageia o jornalista e escritor Luis Henrique Monteiro Bello, que trabalhou na Fumcas desde a criação do órgão. O festival vai até amanhã.
Todas as peças foram montadas pelas crianças e adolescentes com a orientação dos educadores da Fundação. São 18 espetáculos, misturando dança, teatro e arte circense, que abordam os direitos e deveres previstos no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), que completou 15 anos em 2005. Na platéia, amigos e familiares dos jovens atores.
As estudantes Ruthecléa Viegas, Claudiane de Jesus Teixeira e Railma Fernanda Oliveira - que pela primeira vez entravam em um teatro - foram ao festival para assistir à apresentação de um grupo de alunos da escola municipal Odylo Costa Filho, onde estudam, no bairro Alto da Esperança. "Vimos na televisão que quando as pessoas vão ao cinema ou ao teatro elas comem pipoca, por isso trouxemos a nossa pipoca de casa", disse Claudiane de Jesus.
Os jovens artistas capricharam nas encenações. Muitos passaram vários meses ensaiando e até tiveram aula de teatro. O coordenador do pólo do PETI da Cidade Olímpica, Lucivaldo da Mota, disse que o grupo formado por 22 meninos e meninas que encenarão a peça Skate Prateado, de autoria de Tácito Borralho, passaram quatro meses trabalhando na produção e ensaio do espetáculo. Para contar a história de um garoto de rua que sonha em ter um skate, mas não tem dinheiro para comprar, os atores visitaram teatros, pesquisaram sobre artes cênicas e participaram de oficinas de teatro e dança.
Nesta terça-feira o festival começa às 14h30 com o grupo de dança Rapp do PETI, do bairro Santa Efigênia e será encerrado às 17h20 com a peça Paz para a infância, encenada por crianças e adolescentes do programa Recriando o Lúdico.
Na quarta-feira (14) é a vez da apresentação de meninos e meninas do PETI da Cidade Olímpica, Rio dos Cachorros e Piquizeiro, mostrarem seus talentos. Também se apresentarão os atendidos pelo Circo Escola.
O festival será encerrado às 17h30 com a cerimônia de entrega do Troféu "Luís Henrique Belo", seguido de show.
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