SÃO LUÍS - Se a eleição para o governo do Estado fosse hoje Roseana Sarney (PFL) venceria no primeiro turno com uma das mais expressivas vantagens já registradas em todos os tempos no Maranhão.
Segundo o Ibope ela teria 65% dos votos válidos contra 15% de Jackson Lago (PDT), 11% de João Castelo (PSDB) e 1% de João Evangelista (PSB). A distância entre Roseana e o segundo colocado é de exatos 50 pontos percentuais, 11 a mais que em setembro passado, quando Roseana tinha 53% contra 14% de Jackson.
A vantagem entre ela e os mesmos adversários somados, que em setembro era de 26%, aumentou para 38%.
O Ibope ouviu 812 pessoas durante os primeiros cinco dias deste mês em todas as regiões do Estado. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Individualmente Roseana tem mais votos em todas as regiões, inclusive em São Luís, onde ela teria 5% a mais que o segundo colocado.
Na Região Norte a candidata do PFL hoje receberia 69% dos votos contra 25% de todos os demais somados, no oeste do Estado ela ficaria com 67% contra 26% dos outros candidatos juntos, no Centro seriam 71% dos votos para Roseana e 19% para os demais e nas regiões Leste e Sul Roseana somaria 73% contra 21% de Jackson, Castelo, João Evangelista, Marcos Silva (PSTU) e o “candidato do PT” juntos.
De setembro para cá, de acordo com o Ibope, Roseana cresceu 12 pontos percentuais, indo de 53% para 65%. No mesmo período Jackson Lago foi de 14% para 15%; João Castelo passou de 9% para 11% e João Evangelista desceu de 2% para 1%. O candidato que for lançado pelo PT, que tinha 1% em setembro, tem hoje o mesmo percentual; Marcos Silva tinha 1% e agora tem menos de 1%; brancos e nulos caíram de 4% para 3% e os indecisos desceram de 7% para 4%.
Outro aspecto favorável á eleição de Roseana logo no primeiro turno foi a redução ainda mais de sua taxa de rejeição que já era a menor há 3 meses. Na pesquisa anterior Roseana tinha 16% de rejeição e agora apenas 12%. Jackson Lago é rejeitado por 29% dos eleitores e João Castelo por 32%.
Roseana vence em todas as simulações
Diante da possibilidade de partidos como o PDT, PSDB e PSB se unirem em uma única candidatura, o Ibope simulou três outras situações para as eleições de outubro de 2006. Na primeira delas sairiam do páreo Castelo e Evangelista.
O resultado foi de Roseana com 67%, Jackson Lago com 22%, candidato do PT com 2%, Marcos Silva com 1%, bancos e nulos 4% e indecisos 4%. Na segunda simulação saem da disputa Jackson e Evangelista e aí Roseana vai para 69%, Castelo fica com 17%, candidato do PT com 3%, Marcos Silva 1%, brancos e nulos 5% e indecisos 4%. Na terceira e última simulação saem Jackson, Castelo e Evangelista, aparecendo o prefeito de São Luís, Tadeu Palácio (PDT), como o candidato da situação: Roseana fica com 71%, Tadeu Palácio com 13%, candidato do PT com 2%, Marcos Silva com 2%, brancos e nulos 7% e indecisos 4%.
Apesar de em todas as situações Roseana vencer com folga logo no primeiro turno, o Ibope apurou como seria o desempenho da candidatada do PFL diante de cada um dos seus prováveis adversários num segundo turno: contra Jackson Roseana venceria de 72% a 23% (era 65% a 28% na pesquisa de setembro); contra Castelo, Roseana teria 75% a 19% (era 70% a 21% há 3 meses); se o adversário fosse o médico João Bentivi (Prona), que não é citado quando todos os candidatos estão na disputa, Roseana ganharia de 84% a 7%, e na disputa com Tadeu Palácio, vitória de Roseana de 78% a 15%.
A pesquisa do Ibope teve seus relatórios finalizados ontem. A senadora Roseana Sarney, que estava em Brasília, disse que o resultado “confere como que a gente sente quando vai às ruas, em qualquer cidade do Estado. Somos conscientes de que estamos diante de um grande desafio que é o de reinventar o governo do Maranhão e voltar a fazer obras e dar esperanças- disse”. Para o deputado César Pires (PFL), “no momento de maior agressividade dos adversários Roseana cresceu enormemente. Isso nos faz inaugurar o ano da eleição numa situação confortável eleitoralmente.
A tendência é Roseana liderar sempre, porque eles nunca sairão dessa linha de truculência e de desmanche que as pessoas não aceitam. Chegaram ao poder por vias que incluem a traição e a ingratidão. O povo não perdoa” – observa Pires.
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