Diretora do TAA rebate acusações de Fernando Bicudo

Nerine diz que as acusações de Bicudo não resistem a 10 minutos de investigação.

Imirante.com

Atualizada em 27/03/2022 às 14h48

SÃO LUÍS - A diretora do Teatro Arthur Azevedo (TAA), Nerine Lobão, contestou as acusações feitas nesta quarta-feira (07) pelo ex-diretor Fernando Bicudo durante entrevista ao programa Ponto Final, apresentado por Roberto Fernandes na Rádio Mirante AM.

De acordo com Fernando Bicudo, a atual diretora vendeu equipamentos que faziam parte do patrimônio do Teatro, entre eles computadores e elevadores do palco.

10 minutos

Em sua defesa, Nerine Lobão disse hoje em entrevista ao mesmo programa que "as acusações de Fernando Bicudo não resistem à 10 minutos de investigação".

Segundo fax enviado pela diretora, a sala de dança onde estavam os equipamentos de informática foi aberta no dia 05 de agosto de 2004 por uma equipe formada por auditores da Controladoria Geral do Estado (CGE), pela própria diretora Nerine Lobão, pelo engenheiro civil Francisco de Assis Area Leão (Sinfra) e por Hélio G. de Andrade, representante da empresa Petra. O objetivo era fazer um levantamento dos bens patrimoniais que ali estavam.

Nerine Lobão disse que a sala estava fechada por muito tempo, sem climatização, e que os equipamentos eletrônicos podiam se estragar. Conforme a diretora, alguns deste ítens foram aproveitados no teatro, o restante foi devolvido para a Secretária de Estado da Cultura (Sesc). Todo o levantamento foi catalogado e a reunião foi registrada.

Elevadores

Outra denúncia feita por Fernando Bicudo diz respeito aos elevadores que faziam parte do palco, que teriam sido vendidos para benefícios pessoais.

A diretora Nerine Lobão explicou que havia um contrato de liciação com a empresa Petra que previa a substituição dos elevadores por três novos. Foi feita então a desmontagem destes elevadores e as peças, cerca de 8 toneladas de ferro, ficaram sobre o palco de madeira. Ainda segundo Nerine, a empresa não recebeu mais verbas para concluir os trabalhos e as sucatas tiveram que ser retiradas do local. Este material foi vendido para ferro-velhos.

Fitas

Por outro lado, Nerine Lobão acusa o ex-diretor Fernando Bicudo de ter se apoderado de um acervo de 460 fitas de vídeo que seriam para compor a memória do Teatro Arthur Azevedo. Bicudo disse que as fitas foram transferidas para a Associação do Teatro Arthur Azevedo porque elas se encontravam em uma sala que não possuía estrutura para a conservação do material.

Segundo Nerine Lobão, as fitas estavam condicionadas na sala de reuniões, que é usada normalmente e possui climatização com ar condicionado. Atualmente estas fitas estão na biblioeca do Senado. A diretora informou que existe em andamento na Justiça.

um mandado de busca e apreensão deste material.

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