Crianças expostas ao fumo vão pior na escola, diz estudo

Atualizada em 27/03/2022 às 14h54

EUA - Até mesmo a exposição a baixos níveis de fumaça de cigarro estaria ligada aos piores resultados em testes de matemática e leitura submetidos às crianças avaliadas.

"Quanto maior o contato, pior é o desempenho na escola", afirmou a equipe de pesquisadores do Centro de Saúde Ambiental da Criança, nos Estados Unidos.

Os cientistas observaram 4,4 mil crianças durante um período de quatro anos.

Método

Para mensurar a exposição ao fumo passivo, os pesquisadores averiguaram os níveis de cotinina (um dos derivados da nicotina) nas crianças.

A substância pode ser encontrada no sangue, urina, saliva ou cabelo.

As crianças entre seis e 16 anos foram apenas incluídas no levantamento caso apresentassem uma concentração de cotinina igual ou de até 15 ng/ml – nível consistente com o contato com a fumaça de cigarro – e se não tivessem usado qualquer produto derivado de tabaco nos cinco dias anteriores à avaliação.

Os pesquisadores observaram, então, suas habilidades cognitivas e acadêmicas.

Houve, em média, uma queda de um ponto nas notas de leitura para cada unidade a mais de cotinina nos níveis acima de 1 ng/ml.

Ainda foi observado um declínio de cinco pontos para cada unidade a mais de cotinina nos níveis abaixo de 1 ng/ml, sugerindo que até mesmo a exposição a baixos níveis de tabaco podem danificar as funções cerebrais.

No teste de matemática, o fumo passivo estava ligado a uma queda de quase dois pontos nas notas.

"Esses declínios podem não ser clinicamente significantes para uma criança, mas eles têm grandes implicações para a nossa sociedade porque milhares de crianças estão expostas à fumaça de cigarro", disse a diretora da pesquisa, Kimberly Yolton.

As informações são da BBC Brasil.

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