RIO - A Petrobras poderá tomar uma decisão sobre um novo reajuste da gasolina a partir da semana que vem. O diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, admitiu que empresa está finalizando um estudo sobre os preços praticados no mercado internacional, que dará a indicação sobre os próximos passos da companhia.
- Este é um assunto que está sendo analisado dentro da companhia. Estamos avaliando os estudos e em mais uma semana teremos os trabalhos concluídos - disse.
Entretanto, segundo ele, ainda não houve uma apreciação do patamar dos preços internacionais do petróleo desde o último reajuste dado no dia 14. Ele lembrou ainda que ao longo desta semana os preços caíram em torno de 8%.
Nesta quinta-feira, a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, admitiu que a Petrobras já está trabalhando em cima de um novo aumento dos preços. Mas o presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, não quis confirmar a possibilidade. Segundo ele, 'a Petrobras está sempre estudando e acompanhando os preços internacionais'.
Dutra evitou também arriscar uma previsão sobre o comportamento do barril do petróleo diante da reeleição do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush:
- Diziam que se o Kerry ganhasse o petróleo iria cair. O Bush ganhou e o petróleo baixou de preço. Se os especialistas não arriscam uma previsão, não sou eu quem o fará.
No último dia 14, a estatal promoveu um aumento de 4% na gasolina e de 6% no diesel vendido às refinarias. Os percentuais foram considetrados baixos por especialistas e até mesmo pelo Banco Central, que comprou uma briga ao criticar os reajustes 'a conta-gotas' da Petrobras.
A estatal chegou a responder as críticas da entidade financeira e até mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou na discussão para acalmar os ânimos.
Nesta sexta-feira, no entanto, o presidente da estatal, José Eduardo Dutra, fez questão de deixar claro que não existe nenhum problema no relacionamento com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
- Em 2002, quem foi para a Comissão de Economia (do Senado) defender o nome de Meirelles para o Banco Central fui eu. Então, não tem nenhum problema. Quando eu me encontrar com ele, vai ser a mesma relação que sempre tivemos - afirmou Dutra, ressaltando que o assunto está encerrado.
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