José Sarney irá disputar a presidência do Senado

Imirante.com

Atualizada em 27/03/2022 às 15h24

O senador José Sarney confirmou nessa segunda-feira sua candidatura à presidência do Senado.

Segundo ele, a decisão foi tomada devido ao apoio recebido pela maioria do seu partido e porque acredita que presidindo o Congresso Nacional poderá dar uma grande contribuição ao projeto de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Não aceitei antes, mas aceito agora por acreditar que minha presença poderá ajudar o presidente Lula e seu projeto social. Sei que tenho uma importante contribuição a dar ao novo governo e ao país. Por isso aceito disputar a presidência do Senado", declarou o senador.

Indagado se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o apóia, o ex-presidente José Sarney disse que a eleição da Mesa do Senado é assunto de partidos e do Senado. Mas revelou que tem ouvido do presidente Lula manifestações de simpatia à sua candidatura.

"O presidente tem demonstrado muita consideração comigo. Ele é simpático à minha candidatura. Mas sou político e compreendo essas situações. A eleição está longe ainda", declarou.

APOIO- A decisão de disputar a presidência do Congresso Nacional foi tomada no final da semana em Curitiba, num encontro que reuniu boa parte dos mais importantes líderes do PMDB, para discutir os rumos do partido na disputa das mesas diretoras da Câmara Federal e do Senado. Participaram o governador Roberto Requião, o ex-governador Orestes Quércia, os senadores Maguito Vilela, José Maranhão, Cacildo Maldaner, Nivaldo Kruger o ex-presidente do PMDB, Paes de Andrade, deputados federais, deputados estaduais e presidentes de diretórios regionais do partido.

O grupo tomou duas decisões firmadas em nota divulgada no final da tarde de sábado. Uma é o apoio à candidatura do deputado federal João Paulo Cunha (PT) à presidência da Câmara Federal. A outra é candidatura do senador José Sarney à presidência do Senado e do Congresso Nacional. A nota divulgada pelos líderes do PMDB é a seguinte:

A NOTA do PMDB

Diretórios Estaduais e lideranças do PMDB, reunidos em Curitiba, abaixo relacionados, proclamam:

O PMDB deve se afirmar como Partido da retomada do desenvolvimento econômico e social, das reformas que conduzam à recuperação da dignidade nacional, à reinclusão dos milhões de brasileiros que o atual modelo marginalizou.

O PMDB deve ser o parceiro privilegiado do atual Governo, na busca da reconstrução do país, edificando uma Nação soberana, justa, fraterna, solidária e feliz.

O PMDB deve se afastar e rejeitar a orientação que até recentemente predominou - e que ainda insiste em prevalecer- e que submeteu o partido a políticas radicalmente opostas à sua história, à sua altivez e à vontade da esmagadora maioria de seus militantes.

O PMDB deve ter participação ativa no pacto social com que o novo governo pretende dar início à recuperação social e econômica do país.

O PMDB enfim, pela sua história, tradição, peso político e responsabilidade com o Brasil, deve ocupar o espaço devido na reconfiguração política econômica e social da nação.

Para que essas questões sejam discutidas e tenham aprovação do partido e transformem-se em diretrizes, resolvemos adiar a convocação da convenção nacional, anteriormente convocada para o dia 25 de janeiro, transferindo-a para o dia 16 de fevereiro, depois das eleições das mesas do Congresso Nacional, afim de que se ampliem as discussões internas.

Por outro lado, reafirmamos aqui o nosso protesto e a mais firme rejeição à intervenção no Diretório Estadual do partido em São Paulo, ou em qualquer outro diretório, bem como não aceitamos e repudiamos a prorrogação de mandatos partidários e adiamento de convenções. As intervenções além de ilegais, são uma triste manifestação de arbítrio, o mesmo arbítrio que fez nascer o nosso partido e contra o qual fizemos a nossa história.

Definimos aqui também o nosso apoio à candidatura do companheiro José Sarney à presidência do Senado Federal. Da mesma forma, afirmamos o apoio às tradições, usos e costumes que rezam que a presidência da Câmara deva ser ocupada por representante de partido da maior bancada, o que vale dizer que apoiamos o candidato do PT, Deputado João Paulo Cunha. Ao mesmo tempo, deixamos claro que, na disputa pela liderança do Partido na Câmara Federal e no Senado, vamos apoiar nomes representativos dos ideais dos que firmam esse documento.

Reiteramos o nosso firme apoio e sustentação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Brasil mudou. Os brasileiros de forma clara e irretorquível votaram para mudar, transformar o país é um imperativo. O inverso pode significar a própria destruição da nacionalidade. O PMDB também precisa mudar. A vontade, tantas vezes manifesta da ampla maioria de sua militância, não pode ser frustrada novamente. O inverso pode ser a própria destruição do Partido. Muda Brasil, muda PMDB.

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