O problema da falta de transporte para deslocar eleitores que precisam votar longe de casa, neste segundo turno, pode aumentar ainda mais a abstenção no dia 27 de outubro.
As empresas de transporte não estão disponibilizando linhas extras para atender à população. No primeiro turno, segundo dados do Terminal Rodoviário de São Luís, cerca de 10 mil pessoas embarcaram e desembarcaram na cidade para votar. Mas a previsão da direção da Rodoviária para este segundo turno é de que apenas 3 mil pessoas passem pelo terminal para se deslocar ao local de votação.
De acordo com a legislação eleitoral, o transporte de eleitores da zona rural, que votem em locais distantes pelo menos 2 quilômetros de sua residência, deve ficar a cargo da Justiça Eleitoral. No entanto, o Tribunal Regional Eleitoral está tendo dificuldades para conseguir o transporte.
No primeiro turno, o transporte foi possível através dos candidados e dos partidos políticos, mas, conforme o TRE, esse transporte é ilegal e não se repetirá neste segundo turno, uma vez que agora a votação no Maranhão será somente para presidente e os partidos não têm mais interesse nas eleições.
Uma possibilidade é que a Justiça Eleitoral solicite aos órgão públicos veículos para transportar os eleitores.
Caso o problema não seja resolvido, a abstenção deve aumentar significativamente neste segundo turno. No dia 6 de outubro, 812.664 eleitores faltaram às urnas, quase o mesmo número de votos que o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, obteve no estado: 843.132. A abstenção representou 23,96% dos eleitores maranhenses no primeiro turno. O eleitorado do Maranhão é de 3.391.814 pessoas.
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