Resultado das eleições nas embaixadas brasileiras vai demorar a sair

Samla Mesquita, da Agência Lusa

Atualizada em 27/03/2022 às 15h28

Ao contrário do que aconteceu no primeiro turno das eleições, no dia 06 de outubro, as 25 embaixadas brasileiras no exterior não poderão divulgar imediatamente, após a votação de domingo, o resultado do segundo turno.

A nova orientação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) provocou reações na Bélgica e em outros países europeus.

Os representantes do Partido dos Trabalhadores consultaram a secretaria de Relações Internacionais do partido em São Paulo para verificar a razão da nova decisão do Tribunal.

O presidente do comitê belgo-brasileiro, Gilberto Ferreira, militante e fiscal do PT nas eleições presidenciais anteriores, afirma que "as autoridades eleitorais deviam tomar medidas para garantir a transparência do processo como aconteceu no primeiro turno e não decisões que ofusquem os resultados".

O maior colégio eleitoral brasileiro na Europa está em Portugal, com 7.458 brasileiros com direito ao voto nas eleições presidenciais.

Na Europa, enquanto Paris tem 4.796 eleitores, Varsóvia é representada por apenas 90 eleitores. Na Bélgica, há 782 eleitores cadastrados. No exterior, só pode votar quem atendeu ao período de inscrição nos respectivos consulados, nos meses de abril e maio.

O resultado sairá rapidamente, porque o TSE enviou urnas eletrônicas para as embaixadas. As urnas eletrônicas estão instaladas em 25 países, com 163 seções eleitorais, para 70 mil eleitores.

A comunidade brasileira no exterior é de aproximadamente dois milhões de pessoas, estando concentrada sobretudo nos EUA e no Japão.

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