CNBB quer novo governo voltado à área social

"Não é um presidente que soluciona o desafio de um País, mas uma nova mentalidade em que a prioridade sejam as políticas sociais concretas".

Atualizada em 27/03/2022 às 15h28

O presidente da Comissão de Superação da Miséria e da Fome da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Luciano Mendes, defendeu hoje que o novo governo seja mais voltado à área social e que supere barreiras partidárias.

Ao ser perguntado sobre suas expectativas a um eventual governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele disse que os problemas de uma população de 170 milhões de habitantes não podem ser resolvidos por uma só pessoa, mas que é necessário criar um ambiente agregador.

“Não é um presidente que soluciona o desafio de um País, mas uma nova mentalidade em que a prioridade seja o bem do povo concretamente traduzido em políticas sociais”.

Dom Luciano Mendes afirmou que as prioridades do novo governo deveriam seguir uma lista elaborada pela CNBB: alimento, teto, água, luz, terra, saúde, educação e também condições de uma convivência pacífica.

“Superar a fome é um caminho para a paz social”, disse, explicando o motivo do combate à fome ser o primeiro item destacado.

A comissão divulgou hoje uma carta para a superação da miséria e da fome, que será entregue aos políticos eleitos.

O documento destaca, entre outros pontos, a necessidade de criar uma lei orgânica e um sistema de acompanhamento alimentar institucional.

“É preciso uma política pública que garanta a alimentação e não que isso seja feito como um favor.

A doação não deve ser por pena, mas é preciso que uma organização garanta o direito do alimento”, afirmou o assessor da Comissão, Padre João Roque Rohr.

O documento reafirma ainda as “Exigências Evangélicas e Éticas de Superação da Miséria e da Fome”, manifesto que foi publicado em julho passado para a comissão.

“Hoje, na conclusão do processo eleitoral, sentimos o dever de renovar o mesmo apelo aos eleitos em todo o País, para que unam seus esforços e assumam o compromisso público de promover como prioridade o direito humano à alimentação”, afirmou dom Luciano.

A comissão também espera, após a posse dos eleitos, em janeiro, reunir os governadores para discutir o problema da fome para que seja articulado um mutirão nacional que conte com a integração do presidente da Republica.

“O nosso desejo é que o presidente seja capaz de liderar essa grande colaboração e recuperar uma democracia com a participação de toda a sociedade”.

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