Presidente da CNI revela voto a Serra, mas não teme Lula

Atualizada em 27/03/2022 às 15h28

O novo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro Neto (PMDB-PE), afirmou que a instituição não vai tomar partido em relação à disputa presidencial.

Embora tenha revelado que seu voto no 1º turno foi para o presidenciável tucano José Serra e que irá repetir a votação, ele disse que, na diretoria da CNI, também há os que apóiam o petista Luiz Inácio Lula da Silva, mas afirmou: "A CNI, enquanto instituição, não tem candidato".

Apesar da preferência pelo tucano, um eventual governo Lula não causa medo ao empresário.

"Eu posso preferir um caminho. Mas não podemos dizer que por causa de um partido ou governo o País passará por um processo de crise incontrolável. Eu acho que o Brasil tem hoje instituições sólidas, uma espécie de blindagem institucional. O País tem um Congresso com perfil equilibrado, do ponto de vista de suas tendências. E eu percebo um amadurecimento no discurso do candidato Lula", disse.

Monteiro Neto fez questão de ressaltar, porém, que independentemente do candidato a ser escolhido pela população no próximo dia 27, a CNI terá um papel de interação.

"Teremos um papel muito importante, no sentido de fortalecer a governabilidade, de ajudar as condições de alteração do novo Governo".

O representante da classe empresarial avalia que o País passa por um momento de democracia pungente e que o Governo também precisará adotar novos valores e prioridades.

"O Brasil precisa ser mais sociedade, o que não significa dizer menos governo. Mas a sociedade precisa ter, ela própria, uma maior participação no debate. A sociedade de algum modo tem que indicar os caminhos. O Governo somos nós também", defendeu.

A fase de transição política é avaliada por ele como um momento de tensão.

"Mas eu tenho certeza que o amadurecimento político do País vai encontrar uma forma adequada de encaminhar as questões", opinou, defendendo que os candidatos apresentem, com clareza, seus posicionamentos sobre como pretendem tocar o País na área econômica, para evitar especulações e uma ansiedade ainda maior.

Sobre o plano de governo apresentado pelos dois presidenciáveis, o presidente da CNI afirmou que praticamente não há diferenças e até ressaltou pontos comuns: "ambos defendem disciplina fiscal - inclusive o PT que antes não teve posição clara, hoje defende um regime austero - os dois apóiam estabilidade monetária sem concessões para o controle da inflação; têm a exportação como prioridade, assim como a reforma tributária. Os programas se assemelham", frisou.

Armando Monteiro lembrou que, em 9 de maio passado a CNI ofereceu aos presidenciáveis uma agenda para o crescimento da indústria e todos se comprometeram a apoiar. "Agora no 2º turno eles precisam reafirmar ou clarificar suas posições".

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