Imprevisível eleição para presidente, diz Datafolha

Atualizada em 27/03/2022 às 15h31

Analisando a pesquisa de intenção de voto divulgada ontem pelo Datafolha, Mauro Paulino, diretor do instituto, afirmou que esse novo quadro mostra uma indefinição ainda maior do que as pesquisas anteriores.

Segundo ele, agora é que não é possível fazer qualquer previsão.

"Seria uma irresponsabilidade. Hoje, tanto há a possibilidade do Lula vencer já no primeiro turno, como existem chances dele disputar o segundo turno com qualquer um dos outros três principais candidatos".

A pesquisa mostra Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, isolado com 40%, José Serra (PSDBN) em segundo lugar, com 21%, Ciro Gomes (PPS) e Anthony Garotinho (PSB) estatisticamente empatados em terceiro lugar com 15% e 14%, respectivamente.

Para Paulino, por enquanto, nenhum candidato é carta fora do baralho.

Ele disse que a partir de agora a campanha dos candidatos muda completamente. "E são as próximas pesquisas que vão mostrar a reação dos eleitores em relação a esse novo rumo das campanhas".

Em relação ao candidato do PSB, Paulino disse que até domingo, afirmava que era improvável que Garotinho chegasse ao segundo turno.

"Mas com os freqüentes embates entre Ciro Gomes (PPS) e o tucano José Serra (PSDB), o Garotinho e o Lula se beneficiaram e capitalizaram esses votos. Agora essa chance existe."

Paulino também falou da grande diferença do eleitorado masculino para o feminino.

Para ele, as mulheres representam, de forma mais clara, uma faixa do eleitorado mais indecisa, que decide sempre mais tarde. "Desta vez, o peso do eleitorado feminino é muito maior do que nas eleições anteriores.

Agora as mulheres têm um papel mais ativo e interessante". Já os homens, na opinião do diretor, decidem tradicionalmente mais cedo. " Lula é quem vai melhor entre o eleitorado masculino.

Essa é uma faixa do eleitorado com previsibilidade maior", disse.

Sobre a avaliação do governo Fernando Henrique Cardoso, Paulino disse que "podemos observar que entre os que avaliam bem o governo FHC, o Serra cresceu, mas não muito significativamente.

Por isso, ainda existe uma certa ambigüidade do tucano de defender ou não Fernando Henrique".

Para Paulino, "se algum candidato desistir e apoiar o Lula, por exemplo, as chances dele vencer no primeiro turno serão muito maiores.

No entanto, essa transferência de votos nem sempre é direta e certa". Ou seja: nem sempre a retirada de um candidato e o conseqüente apoio a um outro significa mais votos.

O diretor do Datafolha explicou que as semelhantes taxas de rejeição entre os quatro principais presidenciáveis é mais um fator que torna essa eleição tão imprevisível.

Ciro tem 34% de rejeição, contra 31% de Serra, 30% de Lula e 29% de Garotinho.

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