Ação policial

Suspeito de ataque que matou grávida e criança morre em confronto

Joelson Braga Araújo era monitorado por tornozeleira eletrônica e foi localizado durante uma operação policial na zona rural de São João Batista. Outros envolvidos no crime continuam sendo procurados.

Imirante.com

Atualizada em 13/07/2026 às 06h51
Joelson Braga Araújo também foi morto em confronto com policiais. (Foto: Divulgação)
Joelson Braga Araújo também foi morto em confronto com policiais. (Foto: Divulgação)

SÃO JOÃO BATISTA – Suspeito de envolvimento no ataque que matou uma mulher grávida e o filho dela, de 4 anos, Joelson Braga Araújo morreu durante um confronto com equipes policiais no povoado Arrebenta, na zona rural de São João Batista, no Maranhão.

A informação foi confirmada neste domingo (12) pela Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA).

De acordo com a pasta, Joelson utilizava tornozeleira eletrônica por determinação judicial. A secretaria, no entanto, não informou o motivo pelo qual ele era monitorado nem apresentou detalhes sobre as circunstâncias do confronto.

Grávida e filho foram encontrados carbonizados

As vítimas foram identificadas como Samira Costa Correia e Yan Kaleb Costa Santos. (Foto: Reprodução/Redes Sociais) (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
As vítimas foram identificadas como Samira Costa Correia e Yan Kaleb Costa Santos. (Foto: Reprodução/Redes Sociais) (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

As vítimas foram identificadas como Samira Costa Correia, que estava grávida de três meses, e o filho dela, Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos. Os dois foram encontrados carbonizados dentro de uma casa incendiada na sexta-feira (10).

Segundo as investigações, homens armados invadiram o imóvel, efetuaram diversos disparos e, em seguida, atearam fogo na residência.

Testemunhas relataram que aproximadamente 15 pessoas teriam participado da ação criminosa. Durante a perícia no local, a Polícia Militar encontrou cerca de 100 estojos de munição deflagrada.

Foram recolhidos materiais de diferentes calibres, entre eles 9 milímetros, .38, .40 e calibre 12. A quantidade de munição encontrada reforça a dimensão do ataque.

Perícia tenta identificar causa das mortes

Exames periciais já foram realizados nos corpos das vítimas e no imóvel. Os laudos devem esclarecer se Samira e Yan morreram em consequência dos disparos ou do incêndio provocado pelos criminosos.

O resultado da perícia também poderá contribuir para a reconstrução da dinâmica do crime e para a identificação dos envolvidos.

Operação busca outros suspeitos

As buscas continuam na região com a participação de equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Perícia Oficial, Centro Tático Aéreo (CTA), Canil e setores de inteligência das forças de segurança.

Outros suspeitos já foram identificados e continuam sendo procurados. As investigações buscam esclarecer a motivação do ataque e a participação de cada envolvido no crime.

Suspeitos já haviam sido identificados

Os suspeitos de envolvimento nas mortes de uma gestante e do filho dela, de quatro anos, em São João Batista, já foram identificados. A declaração foi dada pelo delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros, na manhã deste domingo (12), em entrevista ao apresentador Marcial Lima, da Mirante News FM.

“Nós já temos a identificação dos envolvidos. Nós já temos pessoas trabalhando na procura deles na região. Nós temos pessoas fazendo todo o trabalho de inteligência para que a gente possa dar uma resposta rápida e firme a toda a sociedade”, declarou.

Gestante e filho de 4 anos são mortos e têm corpos carbonizados

Samira Costa Correia, que estava grávida, e o filho, Yan Kaleb Costa Santos, de quatro anos, foram encontrados mortos e com os corpos carbonizados dentro de uma residência no povoado Olho d’Água dos Bodes, na zona rural de São João Batista. O crime ocorreu na noite de sexta-feira (10).

Crime tem possível relação com facção criminosa

Uma das linhas investigadas é a possível relação do crime com disputas entre facções criminosas que atuam na região. A Polícia Civil instaurou inquérito para identificar os autores, esclarecer a motivação e apurar todas as circunstâncias do caso.

Segundo Augusto Barros, diferentes versões estão sendo analisadas pelos investigadores. Entre as hipóteses, está uma possível ligação da vítima com integrantes de grupos criminosos.

Vingança de facção pode estar por trás de crime contra gestante e filho

“A pessoa teria algum tipo de relação com um indivíduo de facção que, eventualmente, poderia ter mudado de facção. Outra versão que foi apresentada é que ela teria algum tipo de participação numa facção e teria traído a facção. E, por isso, tido objeto dessa vingança, dessa ‘decretação’, como eles falam”, explicou.

O delegado-geral ressaltou na entrevista, no entanto, que nenhuma linha de investigação foi confirmada até o momento. “A gente precisa manter várias possibilidades sobre a mesa para não se prender a uma única hipótese e fechar os olhos para provas que possam surgir de outros lados”, afirmou.

Desde as primeiras horas após a ocorrência, equipes especializadas das Polícias Civil e Militar, da Perícia Oficial, do Centro Tático Aéreo (CTA) e dos setores de inteligência foram deslocadas para a região, onde realizam diligências de forma integrada e ininterrupta, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA).

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