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Atendente sofre racismo em lan house em Santa Inês: "tentou atingir a minha cor, mas sei que sou uma preta maravilhosa"

Ataques direcionados à Magda Guedelha, de 28 anos, foram registrados na tarde dessa quarta-feira (27).

Imirante.com

- Atualizada em 26/03/2022 às 19h17

SANTA INÊS - Um vídeo, gravado com celular, flagrou um ataque racista e agressões contra uma mulher em uma lan house do município de Santa Inês. O caso foi registrado na tarde dessa quarta-feira (27).

Um homem ataca a atendente do estabelecimento e profere palavras para ofender a jovem por sua raça. Ele também parte para cima dela com agressões físicas. O vídeo mostra ainda a vítima ameaçando chamar a polícia. Outras pessoas que estavam no local ajudaram a expulsar o homem da lan house em seguida.

Na manhã desta quinta-feira (28), a vítima Magda Guedelha, de 28 anos, que trabalha como atendente, contou ao Imirante.com que o homem tentava utilizar os serviços de acesso à internet, enquanto ingeria bebida alcoólica, o que já teria sido vetado pela proprietária do estabelecimento.

“Ontem [quarta-feira, 27] ele tentou acessar pela manhã com outra latinha, eu neguei atendimento. Quando eu cheguei do meu almoço, ele tentou de novo com uma latinha, eu não deixei. Na terceira vez, ele veio já transtornado, jogou o dinheiro em cima do balcão, já foi entrando pras cabine falando que queria acessar”, relatou Magda.

Quis me bater, jogou o boné em mim, tentou atingir a minha cor, a minha raça, mas não me atinge, porque eu sei que eu sou maravilhosa, sou uma preta maravilhosa.
Magda Guedelha

A jovem continuou dizendo que não iria liberar o acesso do cliente porque ele estava "muito bêbado”, segundo ela. “Quando ele tivesse sóbrio, eu liberaria”, disse.

“Ele ficou muito transtornado, quis me bater, jogou o boné em mim, tentou atingir a minha cor, a minha raça, mas não me atinge, porque eu sei que eu sou maravilhosa, sou uma preta maravilhosa, e xingou minha mãe”, contou a atendente.

Hoje pela manhã, ela informou ainda ao Imirante que se dirigiu à delegacia para relatar o caso e buscar proteção. “Eu tenho que me prevenir de algum jeito porque vai que ele tá com sangue no olho e quer me bater por aí?”, finalizou.

O coordenador da União de Negras e Negros pela Igualdade (Unegro) de Santa Inês, Davi Morais, informou que estão fazendo o acompanhamento e uma advogada já articula levar o caso à Justiça.

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