PRF e PM apreendem 150 cabeças de gado com documentação falsa em Porto Franco
Com documentos falsos, 150 cabeças de gado foram apreendidas em Porto Franco, MA, pela PRF e PM nesta terça-feira (18) e levadas para a delegacia.
PORTO FRANCO - Uma fiscalização conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar resultou na apreensão de 150 cabeças de gado na noite dessa terça-feira (18), em Porto Franco, no Maranhão. Durante a abordagem, os agentes identificaram irregularidades na Guia de Trânsito Animal (GTA) apresentada pelos responsáveis pelo transporte. O documento, que acompanha o rebanho durante o deslocamento, foi considerado falso.
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O gado estava dividido em dois caminhões. Além da falsificação da GTA, os documentos apresentavam inconsistências relacionadas à quantidade de animais e à rota informada para o transporte. Os dois motoristas foram encaminhados à delegacia de Imperatriz para prestar depoimento.
Gado foi levado para Imperatriz
Após a identificação das irregularidades, os animais foram retirados do transporte e levados para os currais dos parques de exposições de Imperatriz. No local, o rebanho passou por inspeção sanitária e permanece retido enquanto a documentação é analisada e os responsáveis não apresentam os documentos considerados corretos.
Segundo Amélia Santana, fiscal da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), a transferência para Imperatriz ocorreu com apoio da Polícia Militar, já que o município possui plantão central com atendimento durante 24 horas.
“Com apoio da Polícia Militar, nós deslocamos os animais para Imperatriz, que é onde o plantão central funciona 24h, e agora nós estamos com os animais retidos até que os responsáveis apresentem novos documentos”, explicou.
A GTA é utilizada para acompanhar o trânsito de animais e permite identificar a origem e o destino do rebanho durante o transporte. O documento também integra as medidas de controle sanitário, auxiliando na prevenção e no acompanhamento de possíveis doenças que possam atingir os animais.
Aged vai verificar origem do rebanho
A procedência dos animais também será verificada pela Aged. Conforme a fiscalização, o rebanho teria saído do Piauí, e a agência deverá consultar o estado vizinho para confirmar se os animais realmente foram embarcados de lá e se as informações apresentadas correspondem à movimentação do gado.
“Nós vamos averiguar com o estado vizinho, o Piauí, que é de onde saíram os animais, se realmente saíram de lá esses animais, e aí a gente vai conseguir liberar a carga para seguir a viagem”, afirmou Amélia Santana.
A falsificação da Guia de Trânsito Animal configura crime. Além das medidas relacionadas à ocorrência, os responsáveis pelo rebanho deverão responder a processo administrativo junto à Aged pelas irregularidades identificadas durante a fiscalização.
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