PORTO FRANCO – Um adolescente de 16 anos denunciou ter sido vítima de racismo durante a final de futsal infantil-juvenil dos Jogos Escolares de Porto Franco, município localizado a cerca de 695 quilômetros de São Luís. O caso ocorreu na manhã de sábado (30) e terminou em uma grande confusão envolvendo atletas, torcedores e familiares, exigindo a intervenção da Polícia Militar.
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Segundo informações divulgadas pela Secretaria Municipal de Educação à TV Mirante, a partida reunia duas escolas da cidade e já era marcada por um clima de tensão entre as equipes e as torcidas. Durante o jogo, além de discussões e desentendimentos, surgiram denúncias de ofensas racistas direcionadas a um dos atletas.
Denúncia de discriminação durante a partida
De acordo com o relato da mãe do adolescente, o jovem teria sido alvo de ofensas racistas feitas por torcedores da equipe adversária. Ao perceber a situação, ele informou o árbitro da partida sobre o ocorrido.
Ainda segundo o relato, o árbitro repreendeu os envolvidos e a partida prosseguiu normalmente. No entanto, poucos minutos depois, novas ofensas teriam sido registradas. Entre as expressões denunciadas estaria a frase “lá vem o preto” e “macaco”, supostamente dita por integrantes da equipe adversária.
A denúncia aumentou ainda mais a tensão dentro do ginásio e contribuiu para o agravamento do conflito entre os presentes.
Confusão se espalhou para fora do ginásio
Após o episódio, a situação saiu do controle. Houve troca de xingamentos, empurrões, agressões físicas e atos de vandalismo. A confusão não ficou restrita ao local da partida e se estendeu para áreas próximas ao ginásio.
Diante do tumulto, equipes da Polícia Militar foram acionadas para conter os ânimos e restabelecer a ordem.
Caso segue sendo investigado
Em nota, a Prefeitura de Porto Franco, por meio da Secretaria Municipal de Educação, afirmou que repudia os acontecimentos registrados durante os Jogos Escolares. O órgão destacou que o esporte deve ser um ambiente de respeito, inclusão, cidadania e convivência saudável.
A escola à qual pertencem os torcedores apontados na denúncia também se manifestou. A instituição declarou que não tolera qualquer forma de discriminação e informou que está apurando os fatos para identificar possíveis envolvidos.
A direção da escola ressaltou ainda que os desentendimentos entre os participantes já haviam começado antes das denúncias de racismo.
Providências jurídicas
Segundo a TV Mirante, a mãe do adolescente afirmou que pretende buscar medidas judiciais em relação ao caso. Enquanto isso, as circunstâncias da denúncia continuam sendo apuradas pelas autoridades competentes. O caso segue sob investigação.
Confira a nota na íntegra da Prefeitura de Porto Franco:
"A Prefeitura de Porto Franco, por meio das Secretarias de Educação e de Esporte, vem a público manifestar total repúdio aos acontecimentos registrados neste sábado (30), durante a final do futsal infanto entre as equipes da Escola Fortunato Moreira Neto e do Centro Educacional Arco-Íris.
Reafirmamos que o esporte deve ser um espaço de respeito, inclusão e cidadania para todos.
Repudiamos qualquer forma de racismo. Não serão admitidos tratamentos desiguais em competições ou eventos promovidos ou apoiados pela gestão, e que os fatos ocorridos hoje sejam apurados pelas autoridades competentes."
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