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Ministério Público aciona Prefeitura de Pinheiro por esgoto do Hospital do Câncer

MP cobra solução para escoamento de efluentes do Hospital do Câncer Dr. Antônio Dino e aponta riscos ambientais e à saúde

Ipolítica

Atualizada em 19/05/2026 às 13h36
MP aciona Prefeitura de Pinheiro para resolver escoamento de efluentes do Hospital do Câncer da Baixada Maranhense.
MP aciona Prefeitura de Pinheiro para resolver escoamento de efluentes do Hospital do Câncer da Baixada Maranhense. (Divulgação)

PINHEIRO - O Ministério Público do Maranhão (MPMA) ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) contra a Prefeitura de Pinheiro para obrigar o município a solucionar o problema de escoamento dos efluentes da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Hospital do Câncer Dr. Antônio Dino.

A ação foi protocolada no último dia 15 pela 1ª Promotoria de Justiça da comarca e inclui pedido de tutela de urgência. Segundo o MP, o impasse impede o funcionamento completo do sistema de tratamento de esgoto da unidade hospitalar, considerada referência em oncologia na Baixada Maranhense.

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MP aponta descumprimento de acordo

De acordo com o Ministério Público, a prefeitura havia assumido, em audiência extrajudicial realizada em junho de 2024, o compromisso de elaborar um estudo técnico para interligar a rede do hospital à rede pública municipal.

A promotora de justiça Samira Mercês dos Santos afirma que tanto a Fundação Antônio Jorge Dino, mantenedora do hospital, quanto o MP cumpriram suas obrigações no acordo.

Segundo a ação, o hospital instalou uma estação de tratamento com tecnologia biológica avançada e comprovou o funcionamento do sistema. No entanto, a Secretaria Municipal de Infraestrutura não teria respondido às notificações extrajudiciais encaminhadas ao longo dos últimos meses.

Riscos ambientais e à saúde pública

Na ACP, o Ministério Público destaca que o descarte inadequado de resíduos hospitalares representa risco ambiental e sanitário, especialmente por envolver uma unidade oncológica.

O órgão alerta para a possibilidade de contaminação do solo e de corpos hídricos, além de prejuízos à regularização ambiental e à expansão dos atendimentos do hospital.

Atualmente, segundo o MP, a unidade precisa utilizar caminhões limpa-fossa de forma considerada precária e onerosa.

Pedidos feitos à Justiça

O Ministério Público pediu que a Justiça determine ao município a apresentação, em até 30 dias, de um cronograma técnico e de obras para resolver o problema.

Ao final da ação, o órgão solicita que as obras sejam iniciadas em até 90 dias após aprovação do projeto e concluídas no prazo máximo de 180 dias.

Em caso de descumprimento, o MP requer aplicação de multa diária de R$ 5 mil contra o município.

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