PAÇO DO LUMIAR - A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica grávida, de 19 anos, é natural de São Luís e tem 36 anos. Casada e mãe de um menino de 6 anos, ela se define como empresária e cristã. Carolina Sthela foi presa na manhã desta quinta-feira (7), em Teresina, no Piauí.
O crime aconteceu no dia 17 de abril, na casa da empresária, onde a vítima trabalhava, no bairro Miritiua, em Paço do Lumiar, na Grande São Luís. A violência foi confirmada pela própria Carolina Sthela por meio de áudios enviados por ela em um grupo de mensagens.
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Em conversa com a produção da TV Mirante, logo após a vítima denunciar as agressões, Carolina Sthela afirmou estar muito abalada com o caso. Ela disse que era mãe, empresária e cristã, e que esse tipo de violência ia contra os seus princípios.
Carolina Sthela atua como empresária na área de consultoria de gestão administrativa, financeira e organizacional. Após a repercussão do caso de agressão contra a jovem grávida, ela e o marido excluíram das redes sociais as contas pessoais e da empresa.
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Na terça-feira (5), a investigada divulgou uma nota afirmando repudiar qualquer tipo de violência, especialmente contra mulheres, gestantes, trabalhadoras e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Na nota, Carolina também disse que ela e familiares, incluindo o marido e o filho, estavam sofrendo ataques e ameaças nas redes sociais.
Ela pediu que não houvesse julgamento antecipado e que o inquérito fosse conduzido “em observância aos princípios constitucionais”.
A empresária também afirmou que a verdade deve ser esclarecida pelas vias legais, e não por meio de ameaças, ofensas, exposição de familiares ou linchamento virtual.
Empresas encerradas
Segundo dados da Receita Federal, Carolina Sthela foi sócia de duas empresas. Uma delas, em sociedade com o marido, atuava como franquia de consultoria em gestão administrativa, financeira e organizacional.
O negócio oferecia serviços como recrutamento e seleção, consultoria empresarial e, em alguns casos, assessoria de cobrança e reabilitação financeira.
A outra empresa, registrada apenas no nome dela, era da área de lanches. No entanto, segundo a Receita Federal, a atividade principal cadastrada era o comércio varejista de brinquedos e artigos recreativos.
As duas empresas encerraram as atividades em 2024 por omissão de declarações. Isso ocorre quando empresas ou pessoas físicas deixam de enviar obrigações fiscais no prazo, o que pode gerar inaptidão do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), multas e bloqueios operacionais.
Apesar disso, Carolina Sthela e o marido continuam oferecendo serviços de consultoria financeira como franqueados.
Condenação por desvio
Antes de atuar como empresária, Carolina Sthela trabalhou na empresa de uma irmã dela, uma academia de natação. Ela prestou serviço como assistente de recursos humanos e secretária.
A parceria terminou com a condenação de Carolina e do marido por desvio fraudulento de mais de R$ 20 mil. Segundo o processo, o valor teria sido desviado por meio do recebimento de mensalidades em contas pessoais.
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