Homicídio

Militar suspeito de matar o próprio vizinho, no Rio de Janeiro, é maranhense

O acusado chegou a ser candidato a vice-prefeito de Paço do Lumiar no pleito eleitoral de 2020; a vítima foi baleada na porta de sua residência, em São Gonçalo.

imirante.com, com informações do G1 RJ

- Atualizada em 26/03/2022 às 18h25
Aurélio Alves Bezerra foi preso em flagrante suspeito de ter assassinado o próprio vizinho, Durval Teófilo Filho.
Aurélio Alves Bezerra foi preso em flagrante suspeito de ter assassinado o próprio vizinho, Durval Teófilo Filho. (Divulgação)

PAÇO DO LUMIAR - O sargento da Marinha, identificado como Aurélio Alves Bezerra, de 41 anos, que foi preso em flagrante suspeito de ter assassinado o próprio vizinho, Durval Teófilo Filho, de 38 anos, é maranhense e foi candidato a vice-prefeito de Paço do Lumiar no pleito eleitoral de 2020.

Segundo a polícia, a vítima, que é negra, foi morta na porta de sua residência, no bairro Colubandê, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, no último dia 2, após o atirador achar que se tratava de um assaltante.

De acordo com informações do G1 do Rio de Janeiro, o suspeito declarou para a polícia carioca que atirou na vítima em reação a uma suposta tentativa de assalto, mas, ao constatar seu erro, prestou imediato socorro a Durval.

Assista ao vídeo gravado pelas câmeras de segurança do condomínio:

A vítima foi levada para o Hospital Estadual Alberto Torres, localizado na mesma região, onde veio a falecer. O militar foi preso e apresentado na Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo.

Aurélio Alves foi autuado pelo crime de homicídio culposo e arbitrada uma fiança no valor de R$ 120 mil, mas, durante a audiência de custódia, ocorrida nesta sexta-feira (4), teve a prisão mantida e foi indiciado por homicídio doloso, ou seja, quando existe a intenção de matar.

O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Tribobó, no Rio de Janeiro, e após, os exames periciais liberado para os familiares. O enterro ocorreu nesta sexta-feira (4), no cemitério de São Miguel, em São Gonçalo. A vítima deixa uma mulher e uma filha de 6 anos.

Versão da Marinha

A Marinha, por meio de nota, informou que tomou conhecimento da ocorrência envolvendo um dos seus militares, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, e está colaborando com os órgãos responsáveis para a elucidação do fato como ainda lamentou o ocorrido e se solidariza com os familiares da vítima.

Racismo

Ainda com informações do G1 Rio de Janeiro, a esposa da vítima, identificada como Luziane Teófilo, disse que escutou os tiros. Ela disse que o marido morreu porque era preto. “A minha filha, que tem 6 anos, estava esperando por ele. Imediatamente ela olhou pela janela e disse que era o pai dela”, disse Luziane Teófilo.

Ela ainda declarou que tem certeza que isso aconteceu devido a vítima ser negra. “Vendo as câmeras, ouvindo a fala do delegado e pelo que os vizinhos estão falando, tenho certeza de que isso aconteceu porque ele é preto. Mesmo eles falando que ele era morador do condomínio, o vizinho não quis saber. Para mim, foi racismo sim”, afirmou a viúva.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais Twitter, Instagram e TikTok e curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.