Argentina

'Você sabe o que tem que fazer': instrutor se joga de avião durante aula e aluna consegue pousar sozinha

Caso aconteceu durante um voo de treinamento em Córdoba. A jovem, de 22 anos, recebeu orientação da equipe em solo e pousou a aeronave em segurança.

Imirante, com informações do g1

Atualizada em 08/07/2026 às 09h21

ARGENTINA - Um instrutor de voo morreu após saltar de uma aeronave em pleno voo durante uma aula de treinamento na Argentina. A aluna, de 22 anos, ficou sozinha na cabine, acionou a equipe em solo e conseguiu pousar o avião em segurança.

O caso aconteceu no último sábado (4), na província de Córdoba, e está sendo investigado pela Justiça Federal local. O corpo do instrutor, identificado como Leandro Bertazzo, de 42 anos, foi encontrado em uma área rural da cidade de Toledo.

Leandro Bertazzo, instrutor de voo que se jogou de avião na Argentina.
Leandro Bertazzo, instrutor de voo que se jogou de avião na Argentina.

Aluna pediu ajuda e conseguiu pousar

De acordo com informações divulgadas pelo jornal argentino Clarín, Bertazzo estava em um Cessna C-150, uma aeronave de pequeno porte, com uma aluna que realizava uma sessão de treinamento. O voo ocorria a cerca de 250 metros de altitude.

Segundo Eduardo Alvarez, diretor da escola Flying Parrot Córdoba, o instrutor teria dito à jovem: “Você sabe o que fazer”, antes de tirar os fones de ouvido, deixar o celular de lado e abrir a porta da aeronave.

Após ficar sozinha na cabine, a aluna entrou em contato com a equipe de solo, que passou orientações para ajudá-la no pouso. Apesar do susto e do abalo emocional, ela conseguiu controlar o avião e pousar normalmente.

A jovem, que não teve o nome divulgado, já possuía brevê, licença que permite pilotar aeronaves, mas ainda tinha poucas horas de voo e estava em treinamento acompanhado.

Comportamento do instrutor é investigado

Ainda segundo o diretor da escola, o comportamento de Bertazzo no dia do ocorrido não havia levantado suspeitas entre os colegas. A única atitude considerada diferente foi o fato de ele ter pedido carona a um colega para chegar ao aeroporto Coronel Olmedo. Normalmente, o instrutor costumava ir ao trabalho com o próprio carro.

Bertazzo morava com os pais e, antes do voo em que o caso aconteceu, havia realizado outra instrução no mesmo dia. Embora atuasse como instrutor de voo, ele também tinha carreira como piloto comercial.

O Clarín informou ainda que o piloto havia procurado atendimento psiquiátrico, mas não teria comunicado a situação à escola de aviação.

Investigação

As circunstâncias da morte são apuradas pela Justiça Federal de Córdoba. As autoridades devem analisar os detalhes do voo, os relatos da equipe da escola e demais elementos que possam ajudar a esclarecer o caso.

Por se tratar de uma ocorrência sensível, informações pessoais da aluna foram preservadas.

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