G7

Lula cobra países ricos por redução das desigualdades no G7

Presidente defendeu mais apoio ao desenvolvimento e criticou guerras, protecionismo e concentração de renda

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Lula cobra ação dos países ricos contra desigualdades globais durante discurso na cúpula do G7, na França.
Lula cobra ação dos países ricos contra desigualdades globais durante discurso na cúpula do G7, na França. (Ricardo Stuckert /PR)

FRANÇA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou nesta terça-feira (16) maior compromisso dos países ricos no enfrentamento das desigualdades globais durante participação na Cúpula do G7, realizada na França. Convidado para o encontro, o presidente afirmou que a distância entre países desenvolvidos e nações do Sul Global continua aumentando.

Segundo Lula, cabe à comunidade internacional corrigir distorções de um sistema econômico que concentra riqueza e distribui oportunidades de forma desigual.

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Críticas aos conflitos

Durante o discurso, o presidente afirmou que guerras e conflitos internacionais têm afastado o foco das políticas de desenvolvimento e agravado as desigualdades globais.

Lula destacou a redução dos recursos destinados a organismos internacionais e lembrou que entidades como o Programa Mundial de Alimentos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) sofreram cortes significativos nos últimos anos.

O presidente também criticou o aumento dos gastos militares no mundo, que, segundo ele, se aproximam de US$ 3 trilhões por ano.

Protecionismo e concentração de renda

Lula afirmou que o protecionismo e o unilateralismo têm sido apresentados como soluções para problemas complexos, mas classificou essas medidas como respostas equivocadas.

Sem citar nomes, o presidente mencionou que a fortuna do homem mais rico do mundo supera a renda de bilhões de pessoas e usou o exemplo para ilustrar o avanço da concentração de riqueza.

Segundo ele, o combate às desigualdades globais exige mais vontade política e ações concretas por parte das principais economias do planeta.

Participação no G7

Lula lembrou que participa de reuniões do grupo desde 2003, quando esteve pela primeira vez em uma cúpula do então G8.

De acordo com o presidente, ao longo de mais de duas décadas, os líderes mundiais discutiram desafios que afetam milhões de pessoas, mas sem conseguir construir soluções duradouras para muitos deles.

O presidente também citou a Conferência de Sevilha sobre Financiamento para o Desenvolvimento e afirmou que o principal desafio atual não é a falta de recursos, mas a dificuldade de implementar medidas capazes de reduzir as desigualdades e ampliar as oportunidades em escala global.

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