FRANÇA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará entre os dias 15 e 17 de junho da cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França. Convidado pela presidência francesa do grupo, o brasileiro deve defender a ampliação da ajuda internacional aos países em desenvolvimento e cobrar mudanças na governança global.
Esta será a décima participação de Lula em encontros do G7, bloco formado por Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão, além da União Europeia.
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Ajuda ao desenvolvimento
No primeiro compromisso da agenda, marcado para o dia 16, Lula participará de uma sessão de líderes voltada para parcerias internacionais de desenvolvimento.
A expectativa do governo brasileiro é que o presidente defenda a ampliação da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD), mecanismo que reúne recursos destinados pelos países mais ricos a nações em situação de maior vulnerabilidade econômica e social.
Segundo o Itamaraty, a redução desses repasses nos últimos anos tem gerado preocupação entre países em desenvolvimento.
Reforma da governança global
No dia 17, Lula deverá usar uma segunda sessão do G7 para reforçar a defesa de reformas em organismos multilaterais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial do Comércio (OMC).
O presidente tem defendido mudanças na estrutura dessas instituições e a ampliação da participação de países emergentes nos processos de tomada de decisão.
Antes da viagem, Lula afirmou que pretende reforçar a defesa do multilateralismo e do fortalecimento das instituições internacionais.
Inteligência artificial
A agenda da delegação brasileira também inclui um encontro dedicado ao debate sobre inteligência artificial.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o Brasil apresentará sua visão sobre oportunidades e riscos associados à tecnologia, tema que também está em discussão no Congresso Nacional.
A Câmara dos Deputados analisa atualmente um projeto que estabelece regras para o desenvolvimento e o uso de sistemas de inteligência artificial no país.
Temas em debate
Além das discussões sobre desenvolvimento e crescimento econômico, os participantes do G7 devem tratar de assuntos como proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, combate ao narcotráfico, enfrentamento ao contrabando de migrantes, luta contra o câncer e exploração de minerais críticos.
O Brasil acompanha especialmente o debate sobre minerais estratégicos, já que possui uma das maiores reservas mundiais de terras raras e insumos considerados essenciais para a transição energética e o desenvolvimento tecnológico.
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