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Copa do Mundo 2026 reflete disputas geopolíticas e desafios dos EUA

Guerra com o Irã, restrições migratórias e críticas à organização ampliam tensões políticas durante a Copa do Mundo

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Guerra, imigração e polêmicas de organização transformam a Copa do Mundo 2026 em palco de disputas políticas.
Guerra, imigração e polêmicas de organização transformam a Copa do Mundo 2026 em palco de disputas políticas. (Reprodução)

ESTADOS UNIDOS – A Copa do Mundo 2026 tem revelado que os principais desafios do torneio vão além das quatro linhas. Realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, a competição passou a refletir tensões geopolíticas, disputas diplomáticas e os efeitos da política migratória adotada pelo governo do presidente Donald Trump.

Embora a Copa tradicionalmente seja vista como um espaço de integração entre países, delegações, torcedores e até integrantes da arbitragem enfrentaram dificuldades relacionadas a restrições de entrada nos Estados Unidos e ao agravamento de conflitos internacionais.

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Guerra afeta participação do Irã

Um dos casos mais emblemáticos envolve o Irã, seleção participante do Mundial e país que vive um momento de forte tensão diplomática com os Estados Unidos.

A delegação iraniana enfrentou dificuldades para obtenção de vistos e viu integrantes da comissão técnica serem impedidos de viajar em tempo hábil para a preparação da equipe.

Além disso, o governo norte-americano chegou a restringir a hospedagem da seleção em território dos Estados Unidos. A solução encontrada foi transferir a base da delegação para Tijuana, no México, obrigando os iranianos a realizar deslocamentos extras durante a competição.

Torcedores do país também relataram dificuldades para entrar nos Estados Unidos e até cancelamentos de ingressos às vésperas do torneio.

Política migratória gera novos problemas

Os impactos das políticas migratórias não atingiram apenas os iranianos.

O atacante Aymen Hussein, principal nome da seleção do Iraque, foi submetido a horas de interrogatório ao desembarcar em Chicago e teve o celular inspecionado antes de receber autorização para entrar no país.

Outro integrante da delegação iraquiana, o fotógrafo Talal Salah, teve a entrada barrada pelas autoridades norte-americanas.

A situação também alcançou a arbitragem da competição.

Árbitro ficou fora do Mundial

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que seria o primeiro representante de seu país a trabalhar em uma Copa do Mundo, foi impedido de entrar nos Estados Unidos.

Mesmo com visto aprovado e credenciamento oficial da Fifa, Artan foi considerado inadmissível pelas autoridades migratórias americanas.

O episódio gerou críticas à organização da Copa do Mundo e reforçou questionamentos sobre a capacidade dos países-sede de garantir a participação de todos os envolvidos no torneio.

Fifa tentou negociar flexibilizações

Diante das dificuldades enfrentadas por delegações e torcedores, a Fifa buscou negociar previamente com o governo americano a flexibilização de algumas regras migratórias durante a competição.

As tratativas, no entanto, tiveram alcance limitado, já que as decisões sobre entrada e permanência em território americano continuam sendo exclusivas das autoridades dos Estados Unidos.

O resultado foi uma sucessão de episódios que colocaram a política internacional no centro das discussões sobre a Copa do Mundo.

Ingressos também geram críticas

Além das questões diplomáticas e migratórias, o torneio tem sido alvo de críticas pelos preços cobrados dos ingressos.

Segundo a imprensa internacional, esta é uma das Copas mais caras da história. Os bilhetes para a final chegam a custar até US$ 7,8 mil, valor muito superior ao registrado na Copa do Catar, em 2022.

Mesmo os ingressos para a fase de grupos apresentaram preços elevados, alimentando críticas de torcedores e especialistas sobre o acesso ao evento.

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