MUNDO – Um dia após entrar em vigor, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia já começa a impactar as exportações brasileiras, com a redução de tarifas para a entrada de produtos no mercado europeu.
A aplicação teve início na sexta-feira (1º), após mais de duas décadas de negociações. Nesta fase inicial, a maior parte dos produtos brasileiros passa a entrar na Europa sem cobrança de imposto de importação.
Na prática, a medida reduz custos e aumenta a competitividade das empresas brasileiras frente a concorrentes internacionais.
Redução de tarifas amplia competitividade
Com o início da vigência, milhares de itens produzidos no Brasil já podem acessar o mercado europeu com tarifa zerada.
Entre os principais efeitos imediatos estão:
- queda no preço final dos produtos exportados;
- maior acesso ao mercado europeu;
- aumento da competitividade no comércio exterior.
A expectativa é que os impactos se tornem mais evidentes nos próximos meses, à medida que empresas adaptem contratos e operações às novas regras.
Indústria deve concentrar os principais ganhos
O setor industrial aparece como o principal beneficiado neste primeiro momento. Produtos como máquinas, equipamentos e itens químicos já entram no mercado europeu com menos barreiras.
Também devem registrar impacto positivo:
- alimentos industrializados;
- produtos da metalurgia;
- materiais elétricos.
Mercado ampliado e novas oportunidades
O acordo conecta economias que somam mais de 700 milhões de consumidores, ampliando o alcance dos produtos brasileiros.
Além da redução de tarifas, o tratado estabelece regras comuns e maior previsibilidade nas relações comerciais, o que tende a estimular investimentos e novos negócios.
Implementação será gradual em setores sensíveis
Apesar dos efeitos imediatos, nem todos os setores terão abertura total de mercado neste momento. Em áreas consideradas mais sensíveis, a retirada de tarifas será feita de forma progressiva.
Os prazos podem variar:
- até 10 anos na União Europeia;
- até 15 anos no Mercosul;
- em alguns casos, até 30 anos.
Acordo ainda passa por análise jurídica na Europa
A aplicação ocorre de forma provisória. O texto ainda será analisado por instâncias jurídicas europeias, processo que pode levar até dois anos.
Mesmo assim, a entrada em vigor já marca uma nova etapa nas relações comerciais entre os blocos e abre espaço para a expansão das exportações brasileiras.
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