CABO CANAVERAL (ESTADOS UNIDOS) - A Nasa lançou na noite desta quarta-feira (1º) a Missão Artemis II, que transporta quatro astronautas em uma jornada ao redor da Lua. O evento marca a primeira etapa tripulada do programa que visa o retorno da humanidade à superfície lunar após mais de meio século.
A bordo da cápsula Orion, impulsionada pelo foguete Space Launch System (SLS), os tripulantes realizarão um sobrevoo lunar previsto para a próxima segunda-feira, 6 de abril. Esta é uma missão de teste fundamental para garantir a segurança dos sistemas antes das próximas etapas de pouso.
Objetivos e trajetória da Missão Artemis II no espaço profundo
Com duração aproximada de dez dias, a Missão Artemis II não prevê pouso no solo lunar. O plano de voo consiste em levar os astronautas a um sobrevoo pelo satélite, passando pelo seu lado oculto e retornando à Terra em uma trajetória de "retorno livre", utilizando a gravidade para guiar a cápsula com segurança.
Durante o percurso, a tripulação testará sistemas essenciais de suporte de vida, comunicação e navegação da cápsula Orion. A espaçonave deve atingir um ponto a 7.500 km além do lado oculto da Lua, estabelecendo um novo recorde de distância da Terra para voos tripulados.
Quem são os astronautas da Missão Artemis II
A tripulação é composta por quatro especialistas que farão história na exploração espacial:
- Reid Wiseman: Comandante da missão e ex-piloto de caça dos EUA;
- Victor Glover: Piloto e veterano da Marinha dos EUA, sendo o primeiro homem negro em uma missão lunar;
- Christina Koch: Especialista de missão e engenheira, tornando-se a primeira mulher a participar de uma expedição lunar da Nasa;
- Jeremy Hansen: Especialista de missão e primeiro canadense escolhido para um voo à Lua.
O futuro do programa após a Missão Artemis II
O sucesso desta etapa é decisivo para a viabilização da Missão Artemis III, prevista para ocorrer entre 2027 e 2028. Enquanto a atual expedição foca no teste de sistemas e sobrevoo, a fase seguinte terá como objetivo o pouso de astronautas no polo sul da Lua, uma região nunca explorada por humanos.
No longo prazo, a Nasa planeja estabelecer uma presença humana permanente no solo lunar e construir a estação espacial Gateway, utilizando a Lua como um "trampolim" para futuras viagens tripuladas a Marte.
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