MUNDO - A morte de Ali Khamenei foi confirmada neste sábado (28) pelo governo do Irã e pela mídia estatal do país. O líder supremo teria sido morto durante bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em Teerã.
O presidente norte-americano Donald Trump anunciou mais cedo que o aiatolá havia sido morto na ofensiva militar. Horas depois, a agência estatal iraniana confirmou oficialmente a informação.
Governo iraniano confirma morte de Ali Khamenei
Em comunicado, o gabinete do governo iraniano declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado público. A nota classificou o episódio como “crime” e afirmou que a morte do líder marcará “uma nova página na história do mundo islâmico”.
A agência estatal Fars informou que a morte de Ali Khamenei ocorreu em seu local de trabalho, na Casa da Liderança, em Teerã.
Segundo o comunicado oficial:
- O líder supremo foi atingido nas primeiras horas da manhã;
- O ataque ocorreu durante bombardeios coordenados;
- O governo promete resposta aos responsáveis.
As Guardas Revolucionárias também divulgaram nota lamentando a morte e afirmando que continuarão “o caminho de seu guia”.
Declarações de Trump e Netanyahu
Em rede social, Donald Trump afirmou que Khamenei “não conseguiu escapar” dos sistemas de inteligência dos EUA, em parceria com Israel, e declarou que os bombardeios continuarão.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, havia dito anteriormente que havia indícios da morte do líder iraniano após a destruição de um complexo usado por ele.
A confirmação da morte de Ali Khamenei ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já provocou centenas de mortos e feridos.
Quem foi Ali Khamenei
Ali Khamenei liderou o Irã desde 1989, após a morte de Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica.
Nascido em 1939, em Mashhad, Khamenei:
- Foi presidente do Irã entre 1981 e 1989;
- Assumiu o cargo de líder supremo após a morte de Khomeini;
- Acumulava funções políticas e religiosas;
- Era responsável pelas decisões estratégicas do país.
Durante décadas, manteve postura hostil em relação aos Estados Unidos e não reconhecia o Estado de Israel. Internamente, foi acusado por organizações internacionais de reprimir protestos e restringir liberdades civis.
Ataque e retaliação
Os bombardeios atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações estratégicas em Teerã. Segundo autoridades iranianas, 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas.
Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e atacou bases militares americanas na região. Sistemas de defesa antimísseis foram acionados em diversos países do Golfo.
O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo, foi fechado por motivos de segurança, aumentando a tensão nos mercados internacionais.
A morte de Ali Khamenei amplia o cenário de incerteza política no Irã e pode desencadear disputas internas pela sucessão, além de intensificar o conflito regional nos próximos dias.
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