MUNDO - Durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender a intenção de seu governo de adquirir a Groenlândia, território pertencente ao Reino da Dinamarca. Segundo Trump, a proposta seria feita por meio de negociações, sem qualquer uso da força militar.
Ao falar a líderes políticos e empresariais nesta quarta-feira (21), Trump afirmou que a aquisição de territórios por meio de compra já ocorreu em outros momentos da História e classificou a Groenlândia como estratégica para a segurança internacional.
Interesse estratégico na Groenlândia
Trump declarou que os Estados Unidos buscam discutir a aquisição da Groenlândia por razões de segurança nacional e internacional, e não por interesse em riquezas minerais. Ele destacou que a região possui localização estratégica no Atlântico Norte e seria fundamental em caso de conflitos globais.
O presidente afirmou ainda que não pretende usar força militar para obter o território, mas ponderou que, em um cenário de guerra, ações estratégicas inevitavelmente ocorreriam na região.
Críticas à Otan e à Dinamarca
Durante o discurso, Trump voltou a criticar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), alegando que os Estados Unidos arcam com a maior parte dos custos da aliança sem receber contrapartidas proporcionais. Segundo ele, os EUA já atuaram na defesa da Dinamarca e da própria Groenlândia no passado, inclusive durante a Segunda Guerra Mundial, e hoje seriam os únicos com capacidade de garantir a segurança da região.
Comentários sobre a Venezuela
Trump também abordou a situação da Venezuela e defendeu as ações recentes de seu governo no país sul-americano, que resultaram no sequestro do presidente Nicolás Maduro. De acordo com o presidente norte-americano, empresas petrolíferas dos EUA já estariam se alinhando para explorar petróleo venezuelano.
Ele afirmou ainda que a produção de petróleo da Venezuela estaria contribuindo para a redução dos preços dos combustíveis nos Estados Unidos.
Política interna dos Estados Unidos
Ao falar sobre política doméstica, Trump fez uma série de elogios às medidas adotadas em seu segundo mandato. Segundo ele, a economia dos EUA apresenta crescimento sólido, com redução da inflação, geração de empregos e diminuição do déficit fiscal.
Trump voltou a criticar o presidente do Federal Reserve (FED), Jerome Powell, e afirmou que anunciará em breve um novo nome para o comando do banco central norte-americano.
Críticas à Europa
O presidente dos EUA também criticou políticas adotadas por países europeus, especialmente nas áreas de energia e imigração. Para Trump, a aposta em fontes renováveis, como a energia eólica, seria um erro estratégico, assim como políticas migratórias mais flexíveis.
Ele defendeu ainda o uso de tarifas comerciais como instrumento para reequilibrar o comércio internacional e afirmou que os Estados Unidos querem aliados mais fortes e economicamente estáveis.
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