BAGDÁ - No pior ataque dos últimos cinco dias, quando teve início nova fase do plano de segurança do governo do Iraque, explosões causaram a morte de ao menos 55 pessoas e deixaram mais de 120 feridos em Bagdá.
Ontem, o porta-voz oficial do novo esquema de segurança, o general Qasem Ata al Musawi, disse que o plano de segurança para Bagdá, em vigor desde a última quarta-feira (14), reduziu a violência na capital em cerca de 80%. Na sexta-feira (16), o premiê Nouri al Maliki também elogiou o plano, classificando-o como um "sucesso brilhante".
Neste domingo, em mais uma demonstração de força da insurgência iraquiana, dois carros-bomba causaram grande estrago em um mercado de Bagdá, destruindo várias tendas de comerciantes e deixando um rastro de sangue, corpos e escombros.
Várias ambulâncias se dirigiram ao local do ataque, região comercial do bairro Nova Bagdá, predominantemente xiita. Muitas vítimas foram por voluntários até os hospitais mais próximos.
A violência sectária no país ganhou força em fevereiro do ano passado, quando um importante templo xiita foi atacado na cidade de Samarra. Desde então, o Iraque virou palco de cenas brutais de violência protagonizadas por xiitas e sunitas que já deixaram milhares de mortos.
Em outra ação neste domingo, um carro-bomba explodiu na mais importante região xiita de Bagdá, o bairro de Sadr City, matando uma pessoa e ferindo 10.
Plano de segurança
Desde quinta-feira (15), está sendo realizada a operação "Lei e Ordem", a nova fase da ofensiva envolve ações para capturar extremistas no país. A ação --que foi anunciada formalmente na quarta-feira (14)-- envolve o "reforço da segurança e o fechamento da fronteira em alguns pontos entre o Irã e o Iraque", de acordo com o Ministério britânico da Defesa.
A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, disse neste sábado (17) esperar que a nova estratégia de segurança no país seja um incentivo para o progresso político, mas que ainda é cedo para dizer se a nova operação está produzindo resultados.
Segundo analistas de segurança ouvidos pela agência de notícias Associated Press, os ataques com carros-bomba ocorridos ontem em Kirkuk (norte do Iraque), que causaram a morte de dez pessoas e deixaram cerca de 60 feridos, mostram que a relativa calma Bagdá nos últimos dias mostra que os insurgentes realmente fizeram um recuo estratégico para evitar confronto direto com as forças de segurança enquanto se adaptam à nova situação.
Os ataques em Kirkuk também seria um sinal da tática dos grupos rebeldes de continuar a realização de atentados em larga escala em grandes áreas urbanas.
No último dia 3 (antes da entrada em operação do novo plano de segurança), cinco carros-bomba explodiram em diferentes locais de Kirkuk, matando ao menos três pessoas e ferindo outras 21.
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.