BAGDÁ - O comandante da Força da Coalizão Multinacional no Iraque, o general americano George Casey, demonstrou otimismo sobre a transferência da segurança para as tropas iraquianas em até 18 meses, apesar da violência no país, que deixou ontem 66 mortos.
“Eu não tenho uma data, mas eu posso ver as forças de segurança iraquianas progressivamente assumindo as responsabilidades sobre a segurança do país dentro de 12 a 18 meses, com muito pouco apoio da coalizão”, declarou Casey.
O comentário do general não significa que os Estados Unidos pretendam retirar suas tropas do país neste prazo, mas autoridades americanas referem-se à transferência da segurança para as forças iraquianas como uma das principais medidas para qualquer estratégia de retirada da coalizão.
Questionado sobre se as tropas do Iraque seriam capazes de assumir o total controle depois do período de 12 a 18 meses, Casey afirmou que isso dependerá da situação no futuro.
“Eu ainda não estou certo”, disse sobre a capacidade iraquiana. “Nós iremos promover ajustes à medida que vamos avançando. Mas grande parte disso, e principalmente o futuro da presença da coalizão, de agora até o prazo de 12 a 18 meses, será decidido pelo governo iraquiano.”
A coalizão está treinando e equipando as forças iraquianas, que Casey afirma já terem avançado 75% dentro do processo que visa uma independência operacional. Ao menos 24 pessoas morreram e 35 se feriram na explosão de uma bomba detonada dentro do popular mercado de Al Shurya, no centro de Bagdá, por volta das 10h15 (3h15 de Brasília).
Segundo fontes do Ministério do Interior, a força da explosão causou danos materiais.
Comércio
Al Shurya é um dos maiores e principais mercados do Iraque, onde os atacadistas vendem comida, roupas e produtos para casa, em ruas e baias que formam um labirinto, normalmente lotado de comerciantes e consumidores.
Após o ataque, a polícia isolou a área e interrompeu todos os acessos ao local, temendo novas explosões. As vítimas foram levadas a hospitais.
Em Hilla, 90 km ao sul de Bagdá, uma bicicleta-bomba detonada perto de um posto de recrutamento do Exército iraquiano matou 12 pessoas e feriu 38.
Hilla registrou um dos priores e mais mortíferos ataques com bombas no Iraque em fevereiro do ano passado, quando um homem-bomba detonou os explosivos que levava presos a seu corpo em uma fila de recrutamento de soldados, matando 125 recrutas que aguardavam para fazer testes físicos para contratação.
Uma família de cinco pessoas foi morta em Buhriz (60 km ao norte de Bagdá), quando uma bomba colocada na beira de uma estrada destruiu o carro em que transitavam. Outros atentados e tiroteios em várias partes do Iraque deixaram ao menos 25 pessoas mortas ontem.
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