Desnutrição mata 6 milhões de crianças ao ano, diz FAO

Agência Estado

Atualizada em 27/03/2022 às 14h32

ROMA - Seis milhões de crianças morrem por ano, no mundo, por causa da fome e de doenças agravadas pela desnutrição, segundo a FAO - organismo das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura. A maioria morre de doenças infecciosas curáveis como pneumonia, diarréia, sarampo e malária porque já está debilitada pela má nutrição, de acordo com estudo da FAO.

Se for mantido o ritmo atual de progresso e redução da pobreza, nas diversas regiões em desenvolvimento, apenas América Latina e Caribe alcançarão as metas de reduzir a fome no mundo à metade até 2015, segundo o relatório. De acordo com os indicadores da FAO, em 10 anos o número de desnutridos no Brasil diminuiu em 3%.

De acordo com o documento, dificilmente será possível atingir as metas para o mundo propostas pela Cúpula Mundial sobre a Alimentação, em 1996, embora alguns países em desenvolvimento já tenham alcançado esse objetivo.

"Há países da América Latina em que a meta já foi atingida. Um deles é Cuba", diz Jorge Mernies, da divisão estatística da FAO. O analista da FAO cita, em contraste, alguns países africanos, que conseguem reduzir a proporção de famintos, mas não o número, porque registram altas taxas de crescimento demográfico.

"O Brasil, no entanto, está progredindo nos dois indicadores e está em níveis relativamente baixos do problema ", segundo o analista da FAO.

Para atingir os objetivos do milênio, a FAO sugere investimentos nas áreas rurais e na agricultura. Segundo as últimas estimativas da entidade, são 852 milhões as pessoas subnutridas no planeta, e 75% delas vivem nas zonas rurais, com menos recursos.

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