BANGCOC - Cirurgiões da Tailândia realizaram nesta sexta-feira a primeira cirurgia televisionada de mudança de sexo. Mais de 30 especialistas de todo o mundo acompanharam o procedimento por meio de monitores de vídeo.
Médicos do Instituto de Estética Preecha e do Hospital BNH, ambos em Bangcoc, realizaram a cirurgia em um homem identificado apenas como Pae, enquanto alguns dos maiores especialistas do mundo em "ajuste de sexo" assistiam ao procedimento.
- Não estou nervoso por realizar uma operação na frente desse monte de gente, mas, numa cirurgia, sempre há riscos - afirmou o cirurgião Preecha Tiewtranon.
Pae, um guia de turismo de 27 anos, afirmou estar ansioso para realizar a cirurgia depois de mais de 20 anos vivendo "no corpo errado".
- Com essa operação, vou conseguir o que sempre quis - disse o paciente, antes de ser levado para o centro cirúrgico. - Não vou sentir nada depois de dormir. Então, não ligo para o fato de as pessoas estarem me vendo.
Durante o delicado procedimento de três horas, os cirurgiões retiraram os testículos de Pae e criaram um canal vaginal com a pele do pênis dele.
Os médicos disseram que a operação não apresentava grandes riscos. O maior problema era a possibilidade de haver perfurações na bexiga ou no reto.
A cirurgia de mudança de sexo se transformou numa indústria multimilionária na Tailândia, que compete com países como Cingapura para atrair milhares de "turistas-paciente" todos os anos.
Alguns médicos e especialistas, porém, mostraram-se preocupados com a falta de uma regulamentação rígida na área de procedimentos estéticos na Tailândia e com a facilidade para se obter, ali, medicamentos que alteram hormônios.
Ao contrário de países como os EUA, que exigem do candidato a uma cirurgia de mudança de sexo que se submeta a uma avaliação psiquiátrica de seis meses, os pacientes na Tailândia precisam apenas consultar um psiquiatra, uma vez.
Preecha admitiu que a facilidade para se obter medicamentos pesados estava fazendo com que garotos de até10 anos tomassem pílulas de hormônio para parecer mais femininos.
O médico disse que realiza cirurgias de mudança de sexo em três a cinco pacientes por semana. Cerca de 80% de seus pacientes são estrangeiros e muitos vêm dos EUA.
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