CLIMA

Seca volta a cobrir 100% do Maranhão e acende alerta em todo o Nordeste, aponta relatório

Atualização do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA) revela que o estado atingiu o pico de avanço do fenômeno em setembro, igualando a marca crítica registrada no início do ano.

Imirante.com

- Atualizada em 21/10/2026 às 09h56
Atualização do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA) revela que o estado atingiu o pico de avanço do fenômeno em setembro, igualando a marca crítica registrada no início do ano.
Atualização do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA) revela que o estado atingiu o pico de avanço do fenômeno em setembro, igualando a marca crítica registrada no início do ano.

MARANHÃO - O avanço da estiagem voltou a colocar o estado do Maranhão em uma situação delicada no cenário climático nacional. De acordo com a última atualização oficial do Monitor de Secas, divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a área com presença de seca saltou de 83% em agosto para exatos 100% do território maranhense em setembro. Trata-se da primeira vez que a totalidade do mapa do estado é coberta pelo fenômeno desde fevereiro deste ano.

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A marca coloca o Maranhão na liderança do ranking de abrangência da seca na Região Nordeste durante o mês de setembro, dividindo o topo da lista com Alagoas, Piauí e Sergipe — estados que também viram o fenômeno alcançar a totalidade de suas áreas.

O avanço da estiagem e os indicadores de severidade

Embora a estiagem tenha se alastrado geograficamente até alcançar cada um dos municípios maranhenses, a intensidade do fenômeno apresentou relativa estabilidade no comparativo mensal. A classificação técnica do relatório aponta que o estado manteve o registro de seca moderada em pouco mais de 4% de seu território. Apesar de numericamente restrita, essa fatia representa a maior severidade de seca observada no Maranhão desde fevereiro de 2026.

A relevância do quadro maranhense ganha ainda mais peso quando observada a extensão territorial atingida. Por possuir uma grande dimensão geográfica, o Maranhão figura no ranking nacional como a 5ª maior área total afetada pela seca no Brasil, ficando atrás somente dos estados do Amazonas, Pará, Minas Gerais e Bahia.

Contraste regional e a crise nacional da água

O cenário registrado no Maranhão reflete uma tendência que se espalhou por boa parte do país no encerramento do terceiro trimestre. No total nacional, a área afetada pela seca subiu de 67% em agosto para 75% em setembro, impulsionada principalmente pela intensificação do fenômeno nas regiões Norte e Nordeste. Ao todo, 10 unidades da Federação chegaram a setembro com 100% de suas áreas sob o domínio da estiagem.

O Nordeste, em particular, foi a região geopolítica que enfrentou o quadro mais severo do país, acumulando 96% de sua área sob algum grau de seca. Em contrapartida, o relatório da ANA revelou um forte contraste climático com o Sul do Brasil, onde os três estados da região (Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) permaneceram completamente livres de qualquer traço de seca.

O acompanhamento contínuo do Monitor de Secas é utilizado por órgãos governamentais e redes de proteção ambiental para orientar medidas mitigatórias e planejar políticas públicas de gestão dos recursos hídricos nas áreas mais castigadas pela falta de chuvas.

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