Clima

Seca avança no Maranhão e já atinge 83% do território estadual, aponta ANA

Dados do Monitor de Secas registraram aumento da área afetada entre julho e agosto; fenômeno também ficou mais intenso no período.

Imirante.com

- Atualizada em 24/09/2026 às 21h38
Área afetada pela seca cresce no Maranhão e atinge 83% do estado, aponta Monitor de Secas — Foto: Divulgação/ANA
Área afetada pela seca cresce no Maranhão e atinge 83% do estado, aponta Monitor de Secas — Foto: Divulgação/ANA

MARANHÃO - A seca avançou no Maranhão entre julho e agosto e passou a atingir 83% do território estadual, segundo a atualização mais recente do Monitor de Secas, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). No mês anterior, o fenômeno alcançava 45% da área do estado.

Com o avanço registrado no período, o Maranhão teve em agosto a maior área afetada pela seca desde fevereiro deste ano. Além do aumento da extensão, o fenômeno também apresentou maior intensidade em algumas regiões.

Seca moderada volta a ser registrada no Maranhão

A atualização do Monitor de Secas aponta que a seca moderada, que não havia sido registrada no estado em julho, voltou a aparecer em agosto e atingiu 4% do território maranhense.

Segundo o levantamento, essa é a maior área com presença de seca moderada no Maranhão desde fevereiro de 2025.

Apesar do avanço do fenômeno, o Maranhão apresentou em agosto a condição menos severa entre os estados da região Nordeste. No período, o Nordeste concentrou a maior proporção de área afetada pela seca entre todas as regiões acompanhadas pelo Monitor, com 90% do território atingido.

Seca avança no Nordeste

O Nordeste registrou em agosto o cenário de seca mais intenso entre as cinco regiões monitoradas no país. A seca grave atingiu 16% da área nordestina.

Além do Maranhão, outros estados da região também tiveram aumento da área afetada entre julho e agosto, como Alagoas, Bahia, Ceará, Piauí e Sergipe.

O Piauí, que faz divisa com o Maranhão, chegou a agosto com seca em 100% do território estadual. No estado, a seca grave voltou a ser registrada e passou a atingir 6% da área.

No Brasil, a área total afetada pela seca aumentou de 52% para 67% do território nacional entre julho e agosto. Ao todo, 17 estados registraram intensificação do fenômeno no período, incluindo Maranhão, Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.

Como funciona o Monitor de Secas

O Monitor de Secas acompanha mensalmente a intensidade e a extensão do fenômeno em todo o Brasil. A ferramenta reúne indicadores climáticos e informações sobre os impactos causados pela redução das chuvas para classificar a situação de cada região.

A análise considera impactos de curto prazo, relacionados a períodos recentes de até seis meses com déficit de precipitação, e impactos de longo prazo, observados em períodos superiores.

Os dados do Monitor de Secas são utilizados como apoio para o planejamento de ações e políticas públicas voltadas ao enfrentamento dos efeitos da estiagem. O mapa é elaborado todos os meses com a participação de instituições estaduais e uma rede de órgãos parceiros.

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