Operação contra Josimar Maranhãozinho termina com apreensão de R$ 133 mil e 22 veículos apreendidos
Investigações apontam supostas práticas de desvios de dinheiro público proveniente de emendas parlamentares.
BRASÍLIA - A Operação Afluente, deflagrada nesta quinta-feira (25), terminou com todos os 18 mandados de busca e apreensão cumpridos em endereços ligados a investigados no Maranhão, Distrito Federal e Goiás.
O principal alvo da operação foi o deputado federal licenciado Josimar Maranhãozinho (PL-MA). Fontes na PF apontam que policiais estiveram em um dos endereços do deputado no interior do Maranhão, já que ele é sócio de uma das empresas investigadas.
Ao todo, durante a operação, foram apreendidos, em todos os endereços ligados aos investigados, cerca de R$ 133 mil em espécie, 22 veículos, além de 1 helicóptero.
Investigação da Polícia Federal
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam indícios da existência de uma estrutura integrada por agentes públicos e privados voltada ao desvio de recursos oriundos de emendas parlamentares federais.
De acordo com as apurações, os recursos teriam sido operacionalizados por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e depois direcionados à contratação de empresas ligadas ao grupo investigado.
A ação desta quinta foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e visa aprofundar as investigações sobre os supostos crimes.
De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um e caso os fatos sejam confirmados ao longo das apurações, pelos crimes de corrupção passiva, peculato, corrupção ativa, lavagem de capitais e organização criminosa.
Licença e condenação
Atualmente, Josimar Maranhãozinho está licenciado do mandato na Câmara dos Deputados e foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março deste ano, em uma ação que investigou irregularidades na destinação de emendas parlamentares.
A condenação, de seis anos e cinco meses de prisão, em regime semiaberto, ainda não foi cumprida porque ainda resta o último recurso, de embargos de declaração, que desde o dia 02 de junho está à disposição do ministro relator do caso, Cristiano Zanin, para decisão.
Com as informações decorrentes das investigações que condenaram Josimar, a PF avançou nos detalhes da atuação do grupo criminoso até chegar na operação desta quinta (25).
Dentre as descobertas, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), é a de que o deputado coordenava a destinação dos recursos das emendas e exercia controle e até coação sobre a liberação dos valores.
Na Câmara dos Deputados, a decisão final do STF também ainda não foi encaminhada ao presidente Hugo Motta, que pode pautar a cassação do mandato do parlamentar.
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