Ranking nacional

Pesquisa aponta Maranhão entre estados com maiores desafios sociais do país

Levantamento do IPS Brasil mostra Maranhão na penúltima colocação do país; São Luís lidera ranking estadual e se destaca em inclusão social.

Imirante.com

Atualizada em 20/05/2026 às 10h35
Levantamento do IPS Brasil mostra Maranhão na penúltima colocação do país; São Luís lidera ranking estadual e se destaca em inclusão social.
Levantamento do IPS Brasil mostra Maranhão na penúltima colocação do país; São Luís lidera ranking estadual e se destaca em inclusão social. (Divulgação/Prefeitura de São Luís.)

MARANHÃO - Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (20) pelo instituto Imazon, em parceria com outras organizações, colocou o Maranhão entre os estados com os maiores desafios de qualidade de vida do Brasil. O estado aparece na penúltima colocação do ranking nacional do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, com 57,59 pontos, resultado abaixo da média nacional.

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O IPS mede a qualidade de vida da população com base em 57 indicadores sociais e ambientais. Os dados são obtidos a partir de bases públicas, como IBGE, DataSUS, Inep e MapBiomas, e avaliam desde acesso à saúde e moradia até inclusão social, educação e meio ambiente.

Entre as capitais brasileiras, São Luís aparece na 17ª posição no ranking de qualidade de vida, com 65,64 pontos. Curitiba lidera a lista nacional, com 71,29 pontos, seguida por Brasília (70,73), São Paulo (70,64), Campo Grande (69,77) e Belo Horizonte (69,66).

No cenário estadual, São Luís também ocupa a liderança entre os municípios maranhenses. Logo atrás aparecem Paço do Lumiar, com 63,06 pontos, e São José de Ribamar, com 62,42.

São Luís avança em inclusão social, mas ainda enfrenta desafios

Apesar do desempenho acima da média estadual, o levantamento mostra que São Luís ainda convive com problemas estruturais. A capital maranhense ficou na 663ª posição entre os municípios brasileiros e apresentou dificuldades em áreas como acesso a serviços essenciais e desigualdade social.

Por outro lado, a cidade teve destaque positivo no eixo de Oportunidades, principalmente no indicador de Inclusão Social. Nesse quesito, São Luís alcançou a 41ª posição nacional, figurando entre os melhores resultados do país.

O estudo aponta ainda avanços em áreas como saúde, acesso à informação e estrutura urbana, fatores que contribuíram para o desempenho da capital no ranking.

Municípios mais vulneráveis têm piores resultados

Na outra ponta do levantamento, cidades maranhenses aparecem entre os piores desempenhos do Brasil. Peritoró registrou 47,53 pontos e ocupa a 18ª posição entre os municípios com menores índices do país. Também aparecem em situação crítica Cajari, com 47,87 pontos, e Marajá do Sena, com 47,90.

Segundo o relatório, esses municípios tiveram resultados baixos em praticamente todos os indicadores avaliados, especialmente na dimensão de Oportunidades. As principais dificuldades envolvem acesso precário a serviços básicos, baixa inclusão social e problemas estruturais históricos.

Os dados reforçam a desigualdade entre os municípios maranhenses. Enquanto poucas cidades conseguem apresentar indicadores mais positivos, grande parte do estado ainda enfrenta carências em áreas essenciais para a qualidade de vida da população.

Entenda como funciona o IPS Brasil

O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil avalia os 5.570 municípios brasileiros a partir de indicadores sociais e ambientais. Diferente de rankings econômicos tradicionais, o estudo não mede apenas renda ou Produto Interno Bruto (PIB), mas analisa se a população consegue acessar direitos básicos e condições adequadas de vida.

O IPS Brasil é desenvolvido em parceria entre o Imazon, Fundação Avina, Amazônia 2030, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative.

Os indicadores são divididos em três grandes dimensões:

Necessidades Humanas Básicas

Foi a dimensão com melhor média nacional, alcançando 74,58 pontos. O eixo reúne indicadores ligados a alimentação, saúde, moradia, saneamento básico e segurança. O componente Moradia teve a maior nota do país, com 87,95 pontos.

Fundamentos do Bem-Estar

Com média nacional de 68,81 pontos, essa dimensão avalia fatores como educação, acesso à internet, saúde e qualidade ambiental. O componente de Acesso à Informação e Comunicação foi o que mais cresceu entre 2025 e 2026, impulsionado pelo avanço do acesso à tecnologia e aos meios de comunicação.

Ao mesmo tempo, o levantamento aponta que estados da Amazônia Legal concentram os piores resultados em Qualidade do Meio Ambiente, cenário influenciado pelo desmatamento acumulado, focos de calor e emissão de gases de efeito estufa.

Oportunidades

A dimensão de Oportunidades registrou o pior desempenho do país, com média de 46,82 pontos. O eixo reúne indicadores relacionados a direitos individuais, inclusão social, liberdades pessoais e acesso ao ensino superior.

Os piores resultados foram registrados justamente nos indicadores de Direitos Individuais (39,14), Acesso à Educação Superior (45,97) e Inclusão Social (47,22). Segundo o relatório, o indicador de Inclusão Social vem apresentando queda desde 2024, refletindo fatores como violência contra minorias, baixa representatividade política e aumento de famílias em situação de rua.

O estudo também classifica os municípios brasileiros em nove grupos de desempenho. Em 2026, 706 cidades ficaram na faixa mais bem avaliada, enquanto apenas 23 municípios apareceram no grupo considerado mais crítico.

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