PF faz operação no Maranhão e em outros 15 estados contra facções criminosas
Agentes cumprem 165 mandados de busca e apreensão e 71 mandados de prisão em 16 estados. Governo lança nesta terça programa que prevê R$ 11 bilhões para combate ao crime organizado.
MARANHÃO - A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (12), a Operação Força Integrada II, com o objetivo de combater facções criminosas investigadas por tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. No Maranhão a ação incluiu as cidades de São Luís e Chapadinha onde estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão.
A ação ocorre simultaneamente em 16 estados e mira integrantes de organizações criminosas que, segundo as investigações, atuam de forma articulada em diferentes regiões do país.
Mandados são cumpridos em 16 estados
Ao todo, a operação busca cumprir 165 mandados de busca e apreensão e 71 mandados de prisão. As ordens judiciais são executadas no Espírito Santo, Ceará, Amapá, Minas Gerais, Rondônia, Acre, Sergipe, Tocantins, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraná, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Rio de Janeiro.
A ofensiva mobiliza policiais das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado, conhecidas como FICCOs. A atuação é conjunta e coordenada pela Polícia Federal, com participação de diferentes órgãos de segurança pública.
Operação no Maranhão mira financiamento de facção
No Maranhão, a ofensiva inclui a Operação Descenso III, realizada em Chapadinha. A ação tem como foco uma organização criminosa investigada por envolvimento no financiamento de atividades ilícitas.
Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão. A operação busca reunir provas sobre a movimentação financeira do grupo e sua ligação com crimes praticados no estado.
Suspeitos usavam ‘caixinha’ por PIX, diz investigação
Entre os alvos estão pessoas suspeitas de financiar e integrar a organização criminosa por meio de contribuições mensais, conhecidas como “caixinha”. Segundo a apuração, os valores eram repassados por transferências eletrônicas via PIX às lideranças da facção.
Os recursos teriam sido usados para custear armas, drogas, pagamento de advogados e auxílio a familiares de integrantes presos ou mortos.
A investigação aponta que o esquema ajudava a manter a estrutura financeira da organização criminosa e dava suporte às atividades do grupo. Aos investigados são atribuídos, conforme cada caso, os crimes de integrar e financiar organização criminosa, previstos na Lei nº 12.850/2013, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Outros crimes também poderão ser identificados no decorrer das diligências.
Ação mira tráfico, armas e lavagem de dinheiro
De acordo com a PF, a Operação Força Integrada II tem como foco o enfretamento às estruturas financeiras e logísticas de facções criminosas. Além do tráfico de drogas e de armas, os investigadores apuram mecanismos usados para movimentar e ocultar dinheiro obtido com atividades ilícitas.
A estratégia busca enfraquecer a atuação desses grupos, atingindo tanto integrantes operacionais quanto núcleos responsáveis pelo financiamento das organizações.
Como atuam as FICCOs
As FICCOs foram criadas com base no modelo de força-tarefa. O objetivo é ampliar a integração entre instituições de segurança pública no combate ao crime organizado.
Participam das ações polícias civis, militares e penais, guardas municipais, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais, além de secretarias estaduais de segurança pública. A atuação ocorre de forma integrada e sem hierarquia entre as instituições participantes, sob coordenação da Polícia Federal.
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