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Saiba os cuidados e o que fazer em caso de picada de escorpião

De acordo com o Ministério da Saúde, os escorpiões não têm período específico de reprodução, o que exige prevenção durante todo o ano.

Imirante.com

Atualizada em 16/09/2025 às 14h30
O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), mais comum nas cidades, se reproduz sem a necessidade do macho.
O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), mais comum nas cidades, se reproduz sem a necessidade do macho. (Foto: Reprodução/EPTV)

MARANHÃO - Uma adolescente, de 14 anos, que estava grávida foi picada por um escorpião na tarde do último sábado (13), no assentamento Olga Benário, zona rural de Amarante do Maranhão. Após o acidente, entrou em trabalho de parto e deu à luz no dia seguinte. O caso destaca a importância de agir rápido em situações desse tipo.

De acordo com o Ministério da Saúde, os escorpiões não têm período específico de reprodução, o que exige prevenção durante todo o ano. O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), mais comum nas cidades, se reproduz sem a necessidade do macho, o que facilita sua expansão e aumenta os riscos.

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As principais espécies de interesse em saúde pública no Brasil são:

  • Escorpião-amarelo (Tityus serrulatus): encontrado em todas as regiões, é o mais perigoso e adaptado às cidades.
  • Escorpião-marrom (Tityus bahiensis): comum no Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
  • Escorpião-amarelo-do-nordeste (Tityus stigmurus): predominante no Nordeste, também se reproduz sem o macho.
  • Escorpião-preto-da-amazônia (Tityus obscurus): causa a maioria dos acidentes graves no Norte e em parte do Mato Grosso.

 

Abaixo, o g1 esclarece e traz dicas de prevenção com base em orientações do Ministério da Saúde.

Para reduzir o risco de acidentes, o Ministério da Saúde recomenda:

  • Instalar telas e soleiras em portas, janelas e ralos;
  • Vedar frestas em paredes e pisos;
  • Manter quintais, jardins e terrenos limpos;
  • Sacudir roupas e sapatos antes de usar;
  • Afastar camas e berços das paredes;
  • Usar luvas e calçados ao lidar com lixo ou jardim;
  • Preservar predadores naturais, como galinhas, sapos e corujas.

O que fazer em caso de picada:

 

 

 

  1. Mantenha a calma e afaste a vítima do animal.
  2. Lave o local com água e sabão.
  3. Não faça torniquete, cortes ou sucção.
  4. Se possível, capture o escorpião com segurança.
  5. Procure atendimento imediato em hospital de referência.
  6. Compressas de água morna podem aliviar a dor até a chegada ao atendimento.

 

Sintomas de alerta:

A dor é imediata e pode irradiar pelo membro, acompanhada de vermelhidão e suor local. Em crianças, os casos podem evoluir para vômitos, agitação, arritmia cardíaca, dificuldade para respirar e até choque. Esses sinais exigem socorro urgente.

Tratamento:

O diagnóstico é clínico e o tratamento é feito com soro antiescorpiônico, disponível apenas em hospitais. Nos casos graves, podem ser necessários exames como eletrocardiograma e radiografia de tórax.

O Ministério da Saúde reforça que os acidentes são mais comuns nos meses quentes e chuvosos, mas a prevenção deve ser mantida o ano todo.

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