IMPERATRIZ — As mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da região do município de Senador La Rocque, se reuniram, na manhã desta terça-feira (5), em frente ao prédio da Justiça Federal em Imperatriz.
A manifestação teve o objetivo de cobrar agilidade dos processos de desapropriação de terras da sudoeste do Estado.
A coordenação do movimento alega que esses processos já duram mais de quinze anos e, até agora, nenhuma decisão judicial.
De acordo com os manifestantes, aproximadamente, 2.500 famílias aguardam pela Reforma Agrária nessa região do Estado, dentre elas, as ocupantes dos acampamentos Batata da Terra, Cipó Cortado, Mata Verde, Ouro Preto e Barreirão, em Senador La Rocque.
A coordenadora estadual do MST, Alzerina Carneiro, explica que a ação, também, faz parte das atividades da Semana Nacional dos Direitos das Mulheres e Reforma Agrária.
“É uma semana de luta que já iniciamos há muitos anos, pelos nossos direitos e, aqui no Maranhão, o objetivo principal é reivindicar as áreas que nós estamos acampados, que já tem mais de dez anos”, justificou a liderança.
A coordenação do movimento, também, informou que aguarda ser recebida em uma audiência na Justiça Federal. E acrescentou que o movimento seguirá para a Unidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Imperatriz, onde ficará até dia 7. Na ocupação da sede do Incra, o MST espera se reunir com a direção do órgão e outras autoridades para debater sobre a situação das terras.
“A gente precisa resolver essa situação. Esses trabalhadores têm a terra, mas estas propriedades estão nas mãos de grileiros. Sabemos que essas terras são da União e sofremos ameaças, inclusive com armas, sofremos com perseguição e pistoleiros atiram no acampamento”, ressalta Gilvânia Ferreira, que integra a coordenação do MST no Estado.
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