SÃO LUÍS - A Fundação Vale inaugura hoje, 13 de dezembro, a sexta Estação Conhecimento dentre uma série de 18 unidades que serão criadas no Brasil até 2012. A primeira foi construída em Tucumã (PA), na modalidade urbana. A nova Estação está localizada na zona rural de Arari, próxima à Estrada de Ferro Carajás (EFC), e ocupa aproximadamente 50 hectares.
A Estação Conhecimento é um Núcleo de Desenvolvimento Humano e Econômico voltado ao desenvolvimento regional. O espaço reunirá atividades de educação, esporte e profissionalização para crianças e adolescentes e, principalmente, iniciativas de incremento da produção rural, vocação natural das famílias de agricultores residentes nas redondezas.
Um dos principais objetivos da Estação Conhecimento de Arari é dar suporte às atividades dos produtores rurais, de forma sustentável. Para isso, serão criados os Núcleos Avançados de Apoio ao Produtor (NAAPs), que vão facilitar o acesso de agricultores locais à assistência técnica e o escoamento da produção, fechando o ciclo da cadeia produtiva até a comercialização. A ideia é que os produtores da região aprimorem as técnicas de manejo e cultivo no Centro de Referência Tecnológica da Estação Conhecimento, onde serão instalados tanques viveiros para produção de peixe, fábrica de ração e galinheiro, além de uma horta e um pomar. Pretende-se, assim, possibilitar aos participantes a vivência do aprendizado na prática. Com essa estrutura, os piscicultores, por exemplo, terão um incentivo para aumentar a produção e atender ao mercado local com padrões competitivos de qualidade, quantidade e preço.
Laboratório rural
Para que os produtos cheguem à mesa dos consumidores com melhor padrão de qualidade, a Estação disponibilizará uma estrutura com profissionais (engenheiro agrônomo, médico veterinário, cientista agrário, técnico agrário e zootecnista) e equipamentos específicos com o objetivo de ampliar o conhecimento técnico e a visão de negócio dos produtores. Essas atividades são desenvolvidas em espaços projetados para servir de laboratórios para os produtores. Saiba mais sobre cada um deles:
Piscicultura: tanques viveiros para aprimorar o conhecimento técnico dos produtores em relação à criação de peixes. Uma fábrica de ração será instalada para suprir a necessidade local;
Ovinocultura: espaço voltado para aprimorar o conhecimento técnico dos produtores em relação à criação de ovelhas;
Galinha caipira: a partir de um galinheiro modelo, os produtores recebem diversas informações, como as técnicas de montagem de um galinheiro, temperatura adequada e reprodução;
Estufas (hortas): há dois modelos de estufas: um para as hortaliças (salsa, cebola, alface etc) e outro para as árvores frutíferas (castanheiras, goiabeiras, coqueiros etc). Nesta etapa, os produtores aprendem as melhores técnicas para aplicar em suas propriedades. A partir de estratégias como o consórcio de espécies - plantio de manga e acerola ou açaí e maracujá -, é possível desenvolver diferentes culturas em um mesmo espaço, diversificando a produção e, com isso, possibilitando um aumento na renda do produtor rural e estabilizando a produção durante o ano inteiro, de acordo com os ciclos de cada alimento. Hoje, Arari é abastecida com poucos produtos locais e o restante vem de fora. O objetivo é criar um padrão de qualidade para abastecer o município o ano inteiro;
Educação Profissionalizante: na Estação, os produtores também participarão de cursos profissionalizantes voltados tanto para a produção quanto para o empreendedorismo. Os jovens que vivem na região, filhos dos produtores, aprenderão formas de manejo da piscicultura, avicultura, apicultura e produção de hortifrutigranjeiros.
A intenção é levar à região mais conhecimento técnico, apoio e acesso ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), assim como incentivo à produção de qualidade com escala competitiva. Tudo isso para promover mais sustentabilidade e segurança financeira às famílias de produtores rurais.
Espaço reservado à educação e ao esporte
Além das vantagens relacionadas à atividade agropecuária, os produtores da região ainda têm outros motivos para comemorar. A partir do 1º semestre de 2011, haverá uma seleção para as atividades de formação da Estação Conhecimento, no campo da profissionalização, do esporte e da cultura.
O espaço conta com salas de aprendizado, de leitura, informática, e de um complexo desportivo nas modalidades do atletismo, futebol e natação para o treinamento de crianças e adolescentes, além de atividades artísticas e culturais, como dança e teatro (em fase de implantação). Serão atendidos cerca de 600 alunos das comunidades locais e da sede do município. A Prefeitura Municipal de Arari é responsável pela manutenção dos professores, disponibilização de transporte e merenda escolar.
A exemplo da Estação Conhecimento de Tucumã, Arari também contará com um espaço para o desenvolvimento de atividades esportivas, com uma estrutura que incluirá piscina, campo de futebol e pista de atletismo.
As atividades de esporte também estão vinculadas ao programa "Brasil Vale Ouro", que tem como desafio descobrir novos talentos nas comunidades localizadas na área de influência da Vale. Os alunos que se destacarem terão oportunidade de avançar em seus treinamentos até atingirem nível olímpico. A intenção é que o Brasil tenha mais campeões olímpicos e um número maior de medalhas nas Olimpíadas de 2016.
A linha de trabalho das Estações Conhecimento
As Estações são Núcleos de Desenvolvimento Humano e Econômico e são constituídas no modelo de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) para proporcionar a participação direta da sociedade civil organizada. Dentro de um processo de parceria, a Fundação Vale tem o compromisso de investir na construção das Estações e as Prefeituras de cada município se comprometem com a cessão de funcionários, transporte e alimentação.
A proposta é que estes espaços sejam pólos de referência local, por meio de atividades promotoras do desenvolvimento cognitivo, emocional e físico, de forma integrada. Na perspectiva econômica, a Estação estimula o fortalecimento das cadeias produtivas locais. A proposta é deixar para os municípios um legado de conhecimento sistematizado e institucionalizado, a fim de contribuir para o desenvolvimento da população, no longo prazo.
Fonte: Assessoria Vale
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