SÃO LUÍS - O número de crianças com sintomas de pneumonia, gripe, bronquite, asma, rotavírus e outras doenças relacionadas com a mudança de temperatura aumenta consideravelmente neste período do ano. No Hospital da Criança, no bairro Alemanha, são recebidas diariamente cerca de 300 a 600 crianças apresentando problemas respiratórios, febre, diarréia ou com desidratação, a maioria delas vindas do interior do estado.
De acordo com a diretora-geral do Hospital da Criança, Luciane da Costa, a cada período algumas doenças são mais comuns, no início do ano aumenta a incidência de bronquite, amidalite, faringite, asma, pneumonia e rotavírus. "Neste período, estes são os casos mais comuns, mas a maioria das crianças são vítimas de pneumonia e do rotavírus", disse.
Segundo Luciane da Costa, alguns cuidados podem evitar esses problemas de saúde. No caso da pneumonia, os pais devem evitar que as crianças fiquem em lugares onde haja multidão, pois às vezes existem outras crianças contaminadas, fato que facilita o contágio. Os cuidados com a higiene e a manipulação dos alimentos também são muito importantes. "A casa deve estar limpa e arejada, a água deve ser filtrada ou fervida e os pais devem orientar os filhos a sempre lavar as mãos", sugeriu.
O rotavírus, que apresenta como sintomas diarréia, vômito e desidratação, também pode ser evitado. O sistema público de saúde disponibiliza a vacina, que deve ser aplicada nas crianças em duas doses: a primeira com 2 meses de vida e a segunda com 4 meses. "A vacina tem reduzido os casos e quando a criança vacinada apresenta a doença, os sintomas são mais leves, fica mais fácil tratar", comentou Luciane da Costa.
Jodene Pereira Braga está com a sobrinha Thayla, de 9 meses, internada no Hospital da Criança há cinco dias. A menina apresentava vômito, diarréia, febre, tosse e garganta inflamada. "Assim que ela foi internada, diagnosticaram pneumonia. Vamos tirar outro Raio-X para saber se ela poderá ter alta amanhã", contou.
A doméstica Rita de Cássia Lopes dos Santos está com seu filho Silvio, de 1 ano e dois meses, internado há sete dias. "Ele estava somente com pneumonia, tinha febre e diarréia. Ia receber alta hoje, mas foi detectado rotavírus, vai tomar a medicação e não tem previsão de alta", lamentou.
A orientação dada pela diretora do Hospital da Criança é de que os pais não sejam displicentes com a saúde dos filhos. No ano passado, foram registrados no hospital cinco óbitos, fato ocasionado por negligência dos pais. "As cinco crianças que foram a óbito eram do interior e chegaram ao hospital em estado grave", contou. A diretora também solicita aos pais que não levem as crianças por qualquer motivo ao hospital. Ao
apresentarem os sintomas, os responsáveis devem ir ao posto de saúde mais próximo e somente nos casos mais graves dirigir-se ao hospital. "Nosso atendimento funciona por triagem. Quando a criança chega, fazemos uma avaliação. Se for caso grave vai para Emergência, caso contrário fica no apoio", explicou.
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