COELHO NETO - Experiência bem-sucedida tornou 2009 positivo na Comarca de Coelho Neto, na Região dos Cocais. O número de processos envolvendo menores infratores foi reduzido em 50% com a prática de atividades ressocializantes com o apoio de voluntários da comunidade.
Os resultados, apurados entre agosto de 2008 e dezembro do ano passado, se devem à implantação do Projeto Compartilhar, uma iniciativa do Poder Judiciário local em parceria com empresários e voluntários de Coelho Neto.
O objetivo é assistir de forma integral as crianças e os adolescentes em situação de risco ou de ameaça aos seus direitos. A meta foi cumprida e hoje o projeto passou a ser referência.
Atividades - Os menores infratores e suas famílias participam de atividades esportivas, oficinas profissionalizantes, aulas de informática, capoeira, horta comunitária, palestras e orientações sobre controle de natalidade, prevenção de drogas, entre outras atividades de ressocialização.
Além do apoio do poder público municipal e do Conselho Tutelar, o trabalho tem a atuação voluntária de 52 profissionais da área de saúde, empresários, psicólogos, pedagogos, assistentes sociais, professores, diretores de escolas, religiosos e empresários com empreendimentos na região de abrangência da comarca.
Idealizado e posto em prática pela juíza da Infância e titular da 2º Vara de Coelho Neto, Karla Jeane Matos, o projeto já beneficia 140 menores envolvidos em atos infracionais, vítimas de abuso de toda ordem, ou que foram submetidos ao trabalho infantil.
Iniciativa - O projeto, segundo a magistrada, surgiu a partir da constatação do alto índice de infrações cometidas por crianças e adolescentes em situação de risco em Coelho Neto e nos termos judiciários vizinhos de Afonso Cunha e Duque Bacelar.
“A intenção é proteger não só as crianças que já cometeram infrações, mas todas aquelas expostas à situação social ou familiar que venha a colocá-las em risco, como abuso sexual, desequilíbrio na família, desemprego dos pais, entre outros”, explicou Karla Jeane Matos.
No mês passado, a magistrada recebeu um prêmio da Associação dos Magistrados do Maranhão (Amma) no valor de R$ 1.500,00. Segundo a juíza, a quantia será aplicada na promoção das ações do programa. O monitoramento das crianças e a avaliação das atividades são feitos pela equipe multidisciplinar sob a supervisão da juíza.
“Com as informações, alimentamos o cadastro dos menores, direcionamos a integração social das famílias e definimos para que tipo de atividade poderão ser encaminhados os menores e os pais”, observou a juíza.
Adesão - Para aderir à rede de voluntariado, o interessado deve procurar a 2ª Vara da Comarca de Coelho Neto, preencher a ficha de adesão e informar os dados pessoais, disponibilidade de horário e aptidões.
O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Jamil Gedeon, elogiou a iniciativa e disse que o Judiciário maranhense não só reconhece, mas apóia iniciativas como essa, que resultam em maior aproximação entre o Poder Judiciário e a comunidade.
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