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Teste da orelhinha poderá ser obrigatório em Caxias

O Estado

Atualizada em 27/03/2022 às 13h06

CAXIAS - Em Caxias, o teste da orelhinha é realizado apenas na sede da Associação dos Pais e Amigos do Excepcionais (Apae) em número limitado e requer que a família marque uma consulta com um pediatra da rede pública para ter acesso ao atendimento, o que pode demorar semanas.

Agora, a espera pelo teste pode estar no fim, principalmente para as mães que ainda não têm informação da importância do exame. É que a Câmara de Vereadores de Caxias discute a criação de uma lei municipal, a exemplo do que já acontece em outras cidades. Os parlamentares querem tornar o exame obrigatório e que seja oferecido pela única maternidade da rede pública do município, a Carmosina Coutinho.

Se aprovada, a lei poderá beneficiar muitas crianças, especialmente as prematuras ou cujos pais já apresentem algum tipo de problema auditivo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), de cada mil nascidos vivos, até dois deles apresentam algum tipo de complicação auditiva antes do primeiro ano de vida.

“É importante que a criança tenha acesso cada vez mais cedo ao exame porque o diagnóstico precoce pode nos orientar quanto aos melhores tratamentos para que essas crianças possam desenvolver a fala de uma forma normal”, avaliou o fonoaudiólogo Gabriel Nogueira.

Chance - Para muitas crianças, o teste da orelhinha, também conhecido como triagem auditiva neonatal, feito nos primeiros dias de vida por um fonoaudiólogo, é uma das únicas chances que uma criança pode ter, caso apresente algum tipo de problema auditivo detectado antes de completar o primeiro ano de vida.

O exame é simples e, conforme os pediatras, é tão importante quanto o teste do pezinho, que também é realizado nos primeiros dias de vida da criança.

A fonoaudióloga Nara Lima garante que o teste não é invasivo. As Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAs), via fone acoplado a um aparelho que emite os sons, são introduzidas no ouvido da criança. O teste dura entre três a cinco minutos e o resultado é emitido imediatamente.

“As emissões sonoras fazem com que as crianças respondam a determinados estímulos e é essa resposta que faz o diagnóstico. Caso seja detectado algum problema, ela é encaminhada para um exame mais complexo para que o diagnóstico possa ser comprovado. Esses são exames audiológicos e otológicos completos, que são complementares para se confirmar a doença”, explicou a fonoaudióloga.

Importância - Um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento completo da criança é a audição. O bebê já escuta desde bem pequeno, antes mesmo de ser erguido pelo doutor em sua apresentação ao mundo. Isso acontece a partir do quinto mês de gestação. O bebê ouve os sons do corpo da mamãe e sua voz.

É através da audição e da experiência que as crianças têm com os sons ainda na barriga da mãe que se inicia o desenvolvimento da linguagem. Qualquer perda na capacidade auditiva, mesmo que pequena, impede a criança de receber adequadamente as informações sonoras que são essenciais para a aquisição da linguagem.

Daí a importância do Teste da Orelhinha, ou Triagem Auditiva Neonatal, que é realizado no segundo ou terceiro dia de vida do bebê. Ao contrário do nome parecido com o teste do pezinho, no Teste da Orelhinha não é preciso fazer um furinho na orelha.

Dicas

- Até 6 meses

O bebê se assusta, chora ou acorda com sons intensos e repentinos. Reconhece a voz materna e procura a origem dos sons.

- 6 a 12 meses

Localiza prontamente os sons de seu interesse e reage a sons suaves. O balbucio se intensifica e reconhece seu nome quando chamado.

12 a 30 meses

- Vai do início da primeira palavra (papai) até o uso de sentenças simples (dá bola). Lógico que ainda é cedo, mas nunca incentive o filho a falar errado só porque soa bonitinho. Se ela diz que o papai chegou de “calo”, corrija naturalmente dizendo que ele chegou de carro. O estímulo à pronúncia correta é fundamental no aprendizado.

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