SÃO LUÍS - Empossado na noite de ontem na Academia Maranhense de Letras (AML), o advogado, jornalista e escritor José Carlos Sousa Silva passa a ocupar a cadeira n° 33, suceden do o escritor Luís Carlos Bello Parga, falecido em 2008. Eleito no dia 9 de outubro passado, o novo acadêmico recebeu as saudações do jornalista Benedito Buzar e foi conduzido para a cerimônia pelos confrades Lourival Serejo e Sônia Almeida.
De origem humilde, o novo imortal lembrou, durante o discurso de posse, as dificuldades financeiras que enfrentou durante toda a vida. Ressaltou o apoio da família e a importância de receber o título de acadêmico, o que, segundo ele, era um sonho antigo - que o acompanhava desde a infância e adolescência. “Eu me sinto realizado por concretizar um dos sonhos mais importantes da minha vida. Só tenho motivos para me considerar uma pessoa muito feliz”, destacou.
Sendo um sonho antigo, a entrada na AML é um motivo de agradecimento e muito orgulho para o escritor. A data escolhida para posse, 13, foi para trazer bons presságios, pois o número é por ele considerado de sorte. “Eu acredito que o 13 sempre traz bons frutos para mim. Por isso, eu acredito que a entrada na Academia precisa ser acompanhada de bons presságios”, justifica.
Para o presidente da AML, Lino Moreira, a presença de um novo imortal é sempre motivo de grande felicidade. “Sempre é uma alegria receber um novo membro, ainda mais quando este tem uma história no jornalismo e na advocacia maranhense”, ressaltou.
Histórico
Nascido no povoado de Pau d’Água, localizado às margens do rio Parnaíba, José Carlos Sousa Silva enfrentou dificuldades financeiras na infância e na juventude, mas sempre acreditou que, na trajetória da vida, o mais importante é buscar um eterno aprendizado.
Para ele, ser eleito na Academia Maranhense de Letras significa um novo desafio na sua vida. “Eu espero que, na convivência com meus confrades, consiga batalhar sempre para a harmonia da Casa, ampliar meus conhecimentos e escrever cada dia mais”, frisou.
Filho do casal de lavradores Raimundo Nonato, já falecido, e Maria Raimunda, que hoje está com 88 anos, desde a infância ele foi uma pessoa muito dedicada aos estudos, que fez em São Luís e Teresina, no Piauí. Em Comunicação, atuou como revisor e repórter no antigo jornal O Dia, hoje O Estado, veículo no qual colabora até hoje, com artigos publicados aos domingos.
No segmento jurídico, escreveu diversos artigos científicos, com temas como cidadania, ética e Estado, publicados na Revista do Conselho Federal da OAB em 2002; Publicou os livros Maioridade Penal, Abuso do Poder no Direito Administrativo (1997); Ética na Advocacia (2000) e Direito à Vida (2006). O próximo lançamento, Princípios Fundamentais do Estado Brasileiro, deverá ser lançado mês que vem.
O escritor já prepara uma nova cria, intitulada O Menino de Pau d’Água, em alusão ao lugar onde nasceu, mas não revela se é ou não uma biografia. “Eu prefiro não revelar ainda qual vai ser a vertente dele. Por enquanto, ainda é segredo”, desconversou.
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