SÃO LUÍS - O lamento da cigarra indica o crime no cerrado maranhense. A região está sendo castigada pelas queimadas. As labaredas se esparramam pelos vales e chapadas e destroem pastagens e as florestas de babaçu.
Satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) flagraram 12 mil focos de incêndio em outubro, o dobro do registrado mês passado. A Defesa Civil alertou para o clima de deserto em pleno cerrado.
As queimadas aumentam na temporada de preparação para o plantio. A maioria dos agricultores ainda utiliza fogo e acaba perdendo o controle das chamas.
“No lugar mais fraco, a gente já apagou, mas aqui não tem como”, diz o vaqueiro Francisco de Assis Vale.
Trata-se de uma ameaça para as redes de energia e para o tráfego nas estradas. O perigo aumenta à noite. Mesmo com a temperatura mais baixa, o fogo se alastra pela encosta dos morros.
Com a baixa umidade, a vegetação do cerrado fica muito seca. As labaredas iluminam a escuridão.
“Principalmente o capim. O fogo avança mais rápido. Até à noite, ele avança rápido”, diz o vaquieiro Antonio Olímpio.
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