Crime ambiental

Focos de incêndio arrasam mata no interior do Maranhão

Sidney Pereira, para o Bom Dia Brasil.

Atualizada em 27/03/2022 às 13h28

SÃO LUÍS - O lamento da cigarra indica o crime no cerrado maranhense. A região está sendo castigada pelas queimadas. As labaredas se esparramam pelos vales e chapadas e destroem pastagens e as florestas de babaçu.

Satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) flagraram 12 mil focos de incêndio em outubro, o dobro do registrado mês passado. A Defesa Civil alertou para o clima de deserto em pleno cerrado.

As queimadas aumentam na temporada de preparação para o plantio. A maioria dos agricultores ainda utiliza fogo e acaba perdendo o controle das chamas.

“No lugar mais fraco, a gente já apagou, mas aqui não tem como”, diz o vaqueiro Francisco de Assis Vale.

Trata-se de uma ameaça para as redes de energia e para o tráfego nas estradas. O perigo aumenta à noite. Mesmo com a temperatura mais baixa, o fogo se alastra pela encosta dos morros.

Com a baixa umidade, a vegetação do cerrado fica muito seca. As labaredas iluminam a escuridão.

“Principalmente o capim. O fogo avança mais rápido. Até à noite, ele avança rápido”, diz o vaquieiro Antonio Olímpio.

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