CODÓ - Aconteceu durante toda a manhã de ontem, (15/07), na rua da União, bairro Codó Novo, um protesto de moradores contra diversos problemas causados pela proximidade com o lixão da cidade.
Mulheres, com suas crianças, e homens da área colocaram cavaletes, pedras e até arame farpado, conseguindo, assim, impedir a passagem de carroças, tratores e caçambas que transportam o lixo de Codó. Logo uma fila de caçambas se formou, os carroceiros sentaram. “Vou ficar esperando aqui pra ver o que vai dá.Se não der pra jogar ali é o jeito eu levar lá pra meu setor, não posso esperar o dia todo. Se abrir jogo no lixão, se não abrir, jogo em qualquer lugar”, disse o carroceiro Roberto Ribeiro de Jesus já esperando o fim do protesto.
Poeira de dia
Os moradores pediam o fim do lixão por dois motivos. Primeiro por causa da poeira. As ruas de acesso ao local não são pavimentadas e crianças e idosos, principalmente, segundo os protestantes, são os mais prejudicados. “É fumaça 24 horas, poeira, catinga, urubu, mosca e nós estamos com isso aqui para acabar com o lixão. Tudo que você imaginar nós queremos, primeiro lugar a saúde de nossos filhos” ressaltou a lavradora Jeane Alves Costa.
Fumaça à noite
A fumaça piora a situação à noite, quando ateiam fogo no lixão. “Tirar seria a melhor coisa, mudar assim pra longe das casas” reafirmava a lavradora Maria José Dias da Silva que também reclamou do número de animais e carcaças jogadas próximas das residências na rua da União.
O assessor da Secretaria de Proteção ao Patrimônio Público, Ambrósio Reis, foi o primeiro a chegar ao local para tentar negociar com os moradores. Não conseguiu, depois veio o próprio secretário, Antonio Figueiredo, acompanhado do chefe do núcleo de segurança Teonilo Lima. Os moradores continuaram exigindo a presença do chefe do executivo no local para ouvi-los pessoalmente.
Solução
A persistência dos moradores rendeu. Por volta das 11 horas da manhã, lá esteve o prefeito acompanhado do filho, deputado estadual Camilo Figueiredo. Ambos pediram a colaboração dos moradores no sentido de liberar a passagem do lixo. Para tanto tiveram que ordenar imediatamente carros-pipa molharem as ruas empoeiradas, com a promessa de que um asfalto poderá ser colocado onde o problema existe, em cerca de 30 dias. Os moradores também ouviram a promessa de que o lixão será, não retirado da área, mas cada vez mais afastado das casas.
Também foi plano anunciado, cercá-lo para evitar invasão e aproximação das residências, além de a própria comunidade escolher dois fiscais para evitar a queima do lixo à noite. Os moradores afirmaram ao final da conversa que, se em 30 dias, tudo não acontecer como foi acertado uma nova interdição será feita.
Saiba Mais
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.